O primeiro-ministro britânico e líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer, admitiu que os maus resultados nas eleições autárquicas de quinta-feira são “muito difíceis” e assumiu a responsabilidade, mas recusou demitir-se.

“Deixem-me ser claro, estes são resultados muito difíceis”, afirmou aos jornalistas, lamentando a perda de centenas de eleitos locais.
Porém, Starmer, acrescentou: “Fui eleito para enfrentar estes desafios, e não vou fugir a estes desafios e mergulhar o país no caos”.
“Acho que é absolutamente claro que o eleitorado está farto do facto de as suas vidas não estarem a mudar com a rapidez necessária”, admitiu, referindo que é preciso fazer mais para “convencer as pessoas de que as coisas podem melhorar, as suas vidas podem melhorar, há esperança” e que não vai “fugir a esse desafio”.
“Tomámos uma série de decisões, que foram as decisões certas em termos de estabilizar a economia, investir nos nossos serviços públicos e não nos deixarmos arrastar para a guerra com o Irão. Mas também cometemos erros desnecessários. E a minha tarefa agora é definir os passos que vamos dar para concretizar a mudança que as pessoas querem e merecem”, vincou.
Até às 09:00 de hoje, apenas 41 das 136 autarquias inglesas que foram a votos que divulgaram os seus resultados, dando ao Partido Reformista a liderança em termos do número de autarcas eleitos, à frente do Partido Trabalhista, Liberais Democratas e Partido Conservador.
No total, estavam em jogo cerca de 5.000 lugares de representantes locais em Inglaterra.
A maioria dos boletins vai ser contada hoje, bem como os votos nas eleições para os parlamentos regionais da Escócia e País de Gales, que também se realizaram na quinta-feira.
Lusa

