O exército israelita anunciou hoje que atacou infraestruturas do regime sírio, em resposta a ações que visaram a população drusa no sul do país.

As forças de Israel afirmaram que esta madrugada atacaram um quartel-general e armazéns de armamento em acampamentos militares do “regime sírio” no sul da Síria em resposta aos ataques contra civis drusos na região de Sweida, de acordo com um comunicado.
Sem avançar pormenores, Israel acrescentou que não vai permitir que os cidadãos de origem drusa na Síria sejam visados e vai continuar a garantir a proteção do povo druso.
Afirmou ainda que vai continuar a acompanhar “de perto” a evolução da situação no sul da Síria.
Os drusos são uma minoria de língua árabe que pratica uma forma de islamismo considerada heterodoxa.
Esta minoria está espalhada por várias regiões da Síria, no norte de Israel, no Líbano e nos montes Golã, território ocupado por Israel.
Israel mantém laços estreitos com os drusos da Síria, frequentemente em conflito com as tribos beduínas sunitas e com as forças governamentais sírias leais ao líder sírio Ahmad al-Sharaa.
Em 2025, Israel, país que alberga mais de 150 mil drusos, interveio no sul da Síria, bombardeando forças governamentais em nome da defesa da comunidade drusa.
Embora Teerão tenha sido um dos principais apoiantes do regime de Bashar al-Assad na Síria, a coligação islamista que o derrubou é hostil à República Islâmica e ao aliado xiita libanês, Hezbollah.
O Presidente interino sírio, Ahmad al-Sharaa, afirmou que está a trabalhar para manter o país fora do conflito crescente no Médio Oriente e assegurou que Damasco está em sintonia com todos os países da região.
“Estamos a avaliar as nossas ações com extrema cautela e a trabalhar para distanciar a Síria de qualquer conflito”, disse, no final das orações do Eid al-Fitr, celebrações que marcam o jejum no fim do Ramadão, no palácio presidencial em Damasco.
O Médio Oriente enfrenta situações de guerra desde o ataque de 28 de fevereiro contra o Irão, desencadeado pelos Estados Unidos e Israel
O Irão retaliou contra países da região.
O movimento pró-Irão libanês Hezbollah (Partido de Deus) lançou um ataque contra Israel a 02 de Março, para “vingar a morte” do líder supremo iraniano Ali Khamenei.
Israel retaliou com uma campanha de ataques aéreos contra o Líbano e incursões terrestres ao longo da fronteira.
Lusa

