Quinta-feira, 19 de Março, 2026

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Liberdade global recua pelo 20.º ano consecutivo: Angola mantém estatuto de “não livre”

A liberdade global registou o seu 20.º ano consecutivo de declínio, de acordo com o mais recente relatório da Freedom House, publicado hoje, que avalia os níveis de direitos políticos e liberdades civis em todo o mundo.

No caso de Angola, o país continua classificado como “Não Livre”, mantendo uma pontuação baixa no índice global. O relatório aponta para limitações persistentes no funcionamento das instituições democráticas, restrições à liberdade de expressão e constrangimentos na participação política.

Entre os países africanos de língua portuguesa, o panorama é heterogéneo. Cabo Verde e São Tomé e Príncipe destacam-se como democracias consolidadas, classificados como “Livres”, com níveis elevados de respeito pelos direitos fundamentais e estabilidade institucional.

Já Moçambique e Guiné-Bissau surgem na categoria de “Parcialmente Livres”, enfrentando desafios relacionados com instabilidade política, limitações à liberdade de reunião e fragilidades institucionais.

O relatório sublinha que a tendência global de deterioração das liberdades continua a ser alimentada por factores como a repressão política, o enfraquecimento das instituições democráticas e o aumento de conflitos e crises de governação.

No contexto africano, estes desafios são agravados por episódios de instabilidade e dificuldades estruturais, que continuam a afectar o desenvolvimento democrático em vários países.

Apesar disso, os dados mostram que existem exemplos positivos no continente, com países a consolidar práticas democráticas e a garantir maior protecção dos direitos dos cidadãos.

A análise da Freedom House evidencia, assim, uma divisão clara no espaço lusófono africano, onde coexistem realidades distintas em termos de liberdade e governação.

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