Quarta-feira, 18 de Março, 2026

O seu direito à informação, sem compromissos

Pesquisar

Trump diz que poderá “tomar Cuba” e gera polémica internacional

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que acredita que poderá “ter a honra de tomar Cuba”, durante declarações feitas a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.

“Ouvi a minha vida toda sobre os Estados Unidos e Cuba. Acredito que terei a honra de tomar Cuba”, disse o chefe de Estado norte-americano, acrescentando que poderá “fazer o que quiser” com a ilha, numa referência que gerou forte controvérsia.

Durante a mesma intervenção, Donald Trump descreveu Cuba como uma “nação falida”, apesar de reconhecer as qualidades naturais do país e o potencial do seu povo.

As declarações surgem num contexto de crescente pressão dos Estados Unidos sobre Cuba, que enfrenta uma grave crise energética. Nos últimos meses, a ilha tem sido afectada por apagões generalizados, consequência da escassez de combustíveis.

A situação agravou-se após a interrupção do fornecimento regular de petróleo proveniente da Venezuela, país liderado por Nicolás Maduro, tradicional aliado de Havana.

Recentemente, a rede eléctrica cubana entrou em colapso, deixando grande parte da população sem energia, num cenário que tem intensificado o descontentamento social e originado manifestações pontuais contra o regime.

Entretanto, o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, confirmou a existência de contactos com a Casa Branca, numa tentativa de gerir a crise e evitar o agravamento das tensões entre os dois países.

As relações entre Washington e Havana têm sido historicamente marcadas por confrontos e tentativas falhadas de aproximação desde a Revolução Cubana, que levou à queda do regime de Fulgêncio Batista e à ascensão do governo revolucionário.

As declarações de Donald Trump poderão, assim, representar um novo ponto de tensão nas relações entre os dois países, num momento já delicado para a estabilidade regional.

×
×

Cart