Segunda-feira, 16 de Março, 2026

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Ryan Coogler inspirou-se nas histórias reais do tio para escrever “Pecadores”

Ryan Coogler, vencedor do Óscar de Melhor Argumento Original por “Pecadores”, inspirou-se nas histórias reais do seu tio James para escrever o filme, que cruza vários géneros numa alegoria do racismo e Ku Klux Klan no Mississípi. 

“Tenho muito orgulho nele, por me ter dado o presente das suas histórias sobre o Mississípi, por ter posto a tocar música ‘blues’ para eu ouvir e ter conversado comigo sobre isso”, afirmou o realizador nos bastidores dos Prémios da Academia, que foram entregues na noite de domingo em Los Angeles. 

“Ele era o mais próximo que tive de um avô”, contou, considerando que o tio, que já morreu, continua a dar-lhe presentes até hoje. 

Coogler também se mostrou agradecido pelo sucesso de bilheteira de “Pecadores”, que cativou uma grande audiência em todo o mundo. “Estou incrivelmente grato pela interação do público com a história na sala de cinema”, afirmou. 

“Isto foi algo em que sempre pensei. Perceber que, com a escrita, o que nos importa muitas vezes também importa a outras pessoas se conseguirmos comunicar os sentimentos da forma certa”, continuou.

“Pecadores” bateu o recorde de nomeações para os Óscares, com 16 indicações, e deu a Michael B. Jordan a primeira vitória como Melhor Ator. Coogler revelou que pensou nele para interpretar o papel duplo de Smoke e Stack Moore antes mesmo de ter pronta a versão final do argumento. 

“Assim que imaginei o que estes dois personagens iam ser, soube que tinha de telefonar ao Mike”, contou o realizador. 

Coogler também elogiou os educadores e aqueles que preparam as próximas gerações, referindo que foi incentivado a fazer filmes por uma professora, quando tinha apenas 17 anos. 

“Ela leu uma coisa que escrevi e disse, ‘acho que devias ir para Hollywood e escrever argumentos’”, contou. 

“Pecadores” saiu da 98.ª edição dos Óscares com quatro estatuetas, mas perdeu a coroação como Melhor Filme para “Batalha Atrás de Batalha”, de Paul Thomas Anderson.

Lusa

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