Segunda-feira, 16 de Março, 2026

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Médio Oriente: Turquia teme que Netanyahu possa estar a cometer “um novo genocídio” no Líbano

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, afirmou este sábado temer que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, possa estar a cometer “um novo genocídio” ao atacar o Líbano, a pretexto de combater o Hezbollah.

“Tememos sinceramente que Netanyahu esteja a cometer um novo genocídio sob o pretexto de combater o Hezbollah”, disse aquele membro do Governo turco, instando a comunidade internacional a “tomar medidas imediatas”.

Fidan voltou a acusar o líder israelita e as suas “políticas expansionistas e ideologia fundamentalista” de provocarem o conflito no Irão.

“É impossível ignorarmos o facto de Israel impor os seus cálculos geopolíticos à região através de intervenções externas”, afirmou.

Na ocasião, Hakan Fidan disse também que o seu país “não cederá a provocações” que o arrastem para a guerra desencadeada pelos ataques dos Estados Unidos da América (EUA) e de Israel, um dia depois de os sistemas de defesa aérea da NATO terem abatido outro míssil disparado pelo Irão contra o espaço aéreo turco.

“Somos absolutamente contrários a sermos arrastados para esta guerra. Estamos totalmente determinados a não ceder a provocações”, segundo declarou durante uma conferência de imprensa em Ancara, ao lado do seu homólogo do Bangladesh, Khalilur Rahman.

O chefe da diplomacia turca acrescentou ter confrontado o seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, com provas do lançamento de mísseis contra o seu território na sexta-feira, o que sucedeu pela terceira vez desde o início do conflito no Médio Oriente.

“Mais uma vez, negam qualquer responsabilidade por este incidente. Alegam que não ordenaram tal ataque e que não estão envolvidos de forma alguma”, disse Fidan.

O ministro salientou que a Turquia estava atenta para resistir a qualquer provocação, mas reiterou um apelo a negociações diplomáticas para pôr fim à guerra e disse que a prioridade da Turquia é impedir que o conflito se propague a toda a região

“Os ataques contra o Irão devem cessar imediatamente. E o Irão deve parar de atacar países da região”, declarou.

Os Estados Unidos e Israel desencadearam em 28 de fevereiro uma ofensiva aérea contra o Irão, que matou logo no primeiro dia de bombardeamentos o seu líder supremo, Ali Khamenei.

Desde então, a República Islâmica tem respondido através de ataques com mísseis e drones Israel e os países vizinhos do Médio Oriente, visando em particular bases militares norte-americanas, mas também outras infraestruturas, sobretudo energéticas.

Lusa

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