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Angolanos retidos no Dubai devem voar para Luanda no sábado

Um grupo de 12 angolanos que ficou retido no Dubai devido ao encerramento do aeroporto na sequência do conflito no Médio Oriente deverá regressar a Luanda no sábado, num voo da companhia Emirates, segundo um representante da comunidade angolana.

Angolanos retidos no Dubai devem voar para Luanda no sábado

Em declarações à Lusa, Aliondy Garcia explicou que estas pessoas se encontravam nos Emirados Árabes Unidos em visitas de curta duração e não fazem parte da comunidade residente.

“Estamos a falar de cerca de 12 angolanos que estavam no Dubai em turismo ou em viagens curtas e que pretendiam regressar a Luanda. Além desses, há também dois angolanos cujo destino final era Portugal”, afirmou o presidente da Associação dos Angolanos e Amigos nos Emirados Árabes Unidos.

O empresário indicou que estas pessoas ficaram retidas depois de o Aeroporto Internacional do Dubai ter sido atingido por ‘drones’ e encerrado temporariamente devido às tensões militares no Médio Oriente, que levaram vários países e companhias aéreas a suspender voos por razões de segurança.

Segundo Aliondy Garcia, o aeroporto deverá reabrir no dia 07, sábado, e a expetativa é que estes passageiros regressem a Luanda nesse dia num voo da Emirates.

“A Emirates estava a fazer o rastreio dos passageiros que estavam no Dubai para poderem beneficiar desse voo para Angola. Esperamos que Luanda continue entre os destinos prioritários”, disse.

O responsável sublinhou que a situação nos Emirados permanece calma e que não há motivos para alarme entre os residentes.

“A vida aqui no Dubai está a decorrer de forma normal. Os transportes públicos funcionam, os supermercados estão abertos e as pessoas continuam a trabalhar. Não estamos numa situação de conflito direto”, afirmou.

A comunidade angolana nos Emirados Árabes Unidos é relativamente pequena, estimando-se atualmente em cerca de 220 residentes, a maioria concentrada no Dubai.

Segundo Aliondy Garcia, os angolanos estabelecidos no emirado dedicam-se sobretudo a negócios, com destaque para o setor imobiliário e atividades ligadas ao comércio e investimento.

“Dubai é uma cidade de oportunidades, onde cerca de 85% da população é estrangeira, e muitos angolanos vieram para cá precisamente por causa das oportunidades de negócio”, explicou.

O responsável acrescentou que a associação da comunidade angolana, em articulação com o consulado e a embaixada de Angola, tem prestado apoio aos cidadãos ali retidos enquanto aguardam a retoma das ligações aéreas.

O Aeroporto Internacional do Dubai é um dos principais centros de aviação do mundo e o mais movimentado do Médio Oriente, funcionando como principal ‘hub’ da Emirates e como um dos maiores pontos de ligação entre a Europa, Ásia, África e Oceania.

 As autoridades dos Emirados decidiram restringir temporariamente os voos por razões de segurança, já que o espaço aéreo regional tornou-se instável e potencialmente perigoso para a aviação civil devido à possibilidade de ataques ou intercetações militares.

Nos últimos dias, alguns voos começaram a ser retomados de forma gradual, mas o aeroporto continua a operar com horários reduzidos dando prioridade para voos essenciais ou de repatriamento.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão,  tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

Lusa

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