O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, inaugurou esta quinta-feira a primeira infra-estrutura do posto fronteiriço do Luvo, na província do Zaire Province, destacando o seu impacto na organização do comércio fronteiriço entre Angola e a República Democrática do Congo.

Segundo o governante, a nova estrutura visa garantir maior segurança nas transacções comerciais, reforçar a capacidade de controlo das autoridades dos dois países e conferir mais dignidade aos operadores económicos e cidadãos que utilizam a fronteira.
“Esta estrutura traz esta valência, permitindo que as transacções possam acontecer com critérios de maior segurança para os operadores económicos, maior capacidade de controlo das autoridades e também dignidade aos próprios cidadãos”, afirmou.
O posto fronteiriço do Luvo foi implantado numa área total de 21 hectares e integra vários serviços do Estado, permitindo uma fiscalização e controlo mais modernos das mercadorias. O Executivo pretende replicar este modelo noutras fronteiras do país, no quadro da reorganização do comércio externo e da preparação para o comércio livre continental africano.
José de Lima Massano revelou ainda que decorrem trabalhos avançados, em coordenação com a Agência Reguladora de Certificação de Cargas e Logística de Angola (ARCCLA), para a criação de uma plataforma logística no Luvo. A infra-estrutura ficará sob responsabilidade do Estado, enquanto os operadores privados poderão instalar unidades de transformação e armazéns, facilitando o escoamento e conservação de produtos.
Actualmente, atravessam o posto cerca de 50 camiões por dia, em média. Com a futura plataforma logística, espera-se reduzir a pressão sobre as estradas, melhorar o armazenamento de mercadorias e tornar o comércio mais fluido e eficiente.
O ministro sublinhou que estruturas semelhantes já existem noutras regiões, como em Santa Clara, no sul do país, e reiterou que o objectivo é expandir gradualmente este modelo às restantes províncias fronteiriças, promovendo oportunidades para as comunidades locais e para o empresariado nacional.

