Quinta-feira, 5 de Fevereiro, 2026

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Guterres condena ataque terrorista na Nigéria e pede justiça

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou hoje, “nos termos mais fortes”, “o ataque terrorista” de terça-feira no estado de Kwara, na Nigéria, que fez mais de 170 mortos.

Guterres condena ataque terrorista na Nigéria e pede justiça

Guterres reiterou a solidariedade das Nações Unidas para com o Governo e o povo da Nigéria “nos seus esforços para combater o terrorismo e o extremismo violento” e destacou “a importância de levar os perpetradores à justiça”, segundo um comunicado divulgado pelo gabinete do secretário-geral.

O Governo nigeriano atribuiu o ataque armado de terça-feira contra as comunidades de Woro e Nuku, no centro-oeste da Nigéria, ao grupo jihadista nigeriano Boko Haram, que causou pelo menos 175 mortes, segundo indicaram líderes locais à agência espanhola EFE.

Num comunicado divulgado na noite de quarta-feira, a Presidência da Nigéria informou que o Presidente, Bola Ahmed Tinubu, ordenou o envio de um batalhão do Exército para Kwara, onde “terroristas do Boko Haram assassinaram moradores indefesos na noite [de terça-feira]”.

“Até o momento, recuperamos 175 corpos. Muitos deles foram encontrados na floresta durante uma busca realizada por jovens e agentes de segurança”, disse o líder comunitário de Woro, Khaleed Abba, à EFE, por telefone, na noite de quarta-feira.

Considerado um dos piores massacres no país nos últimos meses, o ataque ocorre num momento em que o país, com o apoio dos Estados Unidos, intensifica esforços para combater a insegurança endémica relacionada com grupos criminosos e extremistas.

Face à insegurança no estado de Kwara, as autoridades locais impuseram um recolher obrigatório em certas zonas do estado e encerraram as escolas durante várias semanas, antes de ordenarem a sua reabertura na segunda-feira.

O aumento dos ataques e sequestros levou o Presidente nigeriano a declarar, no final de novembro, o estado de emergência no país e a aumentar o efetivo das forças armadas e da polícia, a fim de intensificar a luta contra os criminosos, que geralmente encontram refúgio em áreas florestais remotas e de difícil acesso.

A insegurança na Nigéria tornou-se um tema de interesse para os Estados Unidos, cujo Presidente, Donald Trump, afirma que os cristãos da Nigéria são “perseguidos” e vítimas de um “genocídio” perpetrado por “terroristas”.

A maioria dos especialistas nega veementemente, afirmando que a violência geralmente atinge indistintamente cristãos e muçulmanos.

O exército norte-americano realizou ataques no estado de Sokoto no dia de Natal, visando, segundo declarou, membros do Estado Islâmico.

Desde então, a cooperação militar entre os dois países fortaleceu-se com o fornecimento de armas dos Estados Unidos à Nigéria, a partilha de informações e o envio de uma equipa de militares norte-americanos encarregada de ajudar o exército nigeriano.

Lusa

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