O Caminho de Ferro de Benguela (CFB) investiu perto de dois milhões de dólares (1,7 milhões de euros) na compra de rodados para 50 carruagens, provenientes da África do Sul, avançou hoje o Presidente do Conselho de Administração desta infraestrutura.

António Cabral, que falava à imprensa à margem da Reunião de Alto Nível sobre o Mecanismo de Coordenação do Corredor do Lobito “Engine Room”, promovida pelo Governo angolano e o Banco Mundial, referiu que além da aquisição desse material decorrem também trabalho de reparação de antigas carruagens, em serviço desde 2011.
O responsável sublinhou que, em 2025, o CFB transportou 1,6 milhões de passageiros nesse corredor, um aumento de 26% em relação a 2024, com tendência a melhorar os indicadores nos próximos anos, através do aumento da qualidade de serviços prestados à população.
Em 2025, foi concluída a importação de 200 rodados para as carruagens e recebidos metade dos 48 rodados previstos para as locomotivas, indicou o gestor do CFB.
O presidente do CFB destacou que estes investimentos são resultado da concessão de serviços ferroviários e de logística do Corredor do Lobito.
“Os dinheiros que vamos recebendo, das rendas variáveis e fixas do projeto de concessão, e também do dinheiro que veio do prémio de concessão, com esses valores estamos a fazer a manutenção e a recuperar as carruagens”, disse.
Segundo António Cabral, em paralelo decorrem trabalhos de manutenção das carruagens, como a reparação de assentos, dos ares condicionados, a tapagem de furos que permitem a infiltração de água no tempo de chuva e a pintura.
“As 50 carruagens vão entrar em serviço este ano, mas o processo de reparação não para”, disse António Cabral.
O CFB é a infraestrutura ferroviária do Corredor do Lobito, que parte do Porto do Lobito, em Angola, atravessando o país ao longo de 1.300 quilómetros, até à fronteira com a República Democrática do Congo, onde se conecta à rede de caminho de ferro das regiões mineiras congolesas, estando prevista a sua expansão até à Zâmbia.
Lusa

