Quarta-feira, 4 de Fevereiro, 2026

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Especialista alerta que falhas nas estradas e no socorro agravam mortes em acidentes em Angola

Um especialista em segurança rodoviária alertou que as deficiências das infra-estruturas rodoviárias e as falhas no sistema de socorro estão a contribuir de forma decisiva para o elevado número de mortes resultantes de acidentes de viação em Angola.

Segundo o analista, muitos sinistros que poderiam ter consequências menos graves acabam por resultar em óbitos devido ao mau estado de várias estradas, caracterizadas pela falta de sinalização adequada, inexistência de separadores centrais, iluminação deficiente e ausência de dispositivos de segurança capazes de reduzir o impacto das colisões. Estas fragilidades aumentam o risco de acidentes e agravam a severidade dos ferimentos quando eles ocorrem.

Para além das condições das vias, o especialista chama a atenção para as limitações no socorro às vítimas, sublinhando que a demora na chegada das equipas de emergência e a escassez de meios técnicos e humanos comprometem seriamente as hipóteses de sobrevivência dos sinistrados. Em muitas situações, o atendimento tardio faz a diferença entre a vida e a morte.

O alerta surge num contexto em que a sinistralidade rodoviária continua a ser um dos principais problemas de segurança pública em Angola, com milhares de acidentes registados anualmente, resultando em mortos e feridos, sobretudo em estradas nacionais e vias com elevado tráfego.

O especialista destaca ainda a fraca educação rodoviária e o incumprimento das regras de trânsito como factores adicionais que contribuem para o elevado número de acidentes, defendendo a necessidade de reforçar campanhas de sensibilização, fiscalização e formação de condutores.

Apesar da existência de programas governamentais destinados à prevenção rodoviária e à melhoria das infra-estruturas, o analista considera que os resultados ainda são insuficientes e defende uma intervenção mais rápida e coordenada, que combine a reabilitação das estradas com o reforço do sistema de socorro e emergência.

Na sua perspectiva, a redução significativa das mortes nas estradas angolanas passa por um investimento consistente na segurança rodoviária, pela melhoria da resposta médica de urgência e pelo envolvimento activo das autoridades e da sociedade civil na promoção de uma cultura de prevenção e respeito pelas normas de trânsito.

Palavras-chave: Angola, acidentes de viação, segurança rodoviária, estradas, socorro, sinistralidade, infra-estruturas, trânsito.

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