O Senegal sagrou-se campeão da Copa Africana de Nações (CAN) 2025/2026 ao vencer o Marrocos por 1-0, após prolongamento, numa final marcada por forte polémica e momentos de grande tensão, disputada em solo marroquino.

O encontro ficou indelevelmente associado a um lance controverso no último minuto do tempo regulamentar. Após oito minutos de compensação, o árbitro assinalou grande penalidade a favor do Marrocos, por uma alegada falta sobre Brahim Díaz. A decisão gerou forte indignação entre os jogadores senegaleses, alguns dos quais chegaram a ameaçar abandonar o relvado em protesto.
A contestação foi agravada pelo facto de, momentos antes, um golo do Senegal ter sido anulado por falta sobre Achraf Hakimi na fase final da jogada. A partida esteve interrompida durante mais de dez minutos, com elementos da selecção senegalesa a recolherem mesmo aos balneários.
Após a retoma do jogo, Brahim Díaz assumiu a marcação da grande penalidade, mas desperdiçou a oportunidade, rematando fraco e permitindo a defesa do guarda-redes Édouard Mendy. O jogador marroquino, visivelmente abalado, discutiu de imediato com o seleccionador Walid Regragui, após tentar uma cavadinha falhada.
Com o empate a manter-se, a decisão seguiu para o prolongamento. Logo aos quatro minutos, o Senegal chegou ao golo que acabaria por decidir o título, por intermédio de Pape Gueye, desencadeando a euforia dos “Leões da Teranga”.
Brahim Díaz foi substituído pouco depois do golo senegalês e foi filmado no banco de suplentes em evidente estado de abalo emocional. O Marrocos ainda tentou reagir, assumindo maior iniciativa ofensiva e criando ocasiões claras para marcar, mas voltou a revelar falta de eficácia na finalização.
Do lado oposto, o guarda-redes marroquino Bono também teve intervenções decisivas para evitar que o Senegal ampliasse a vantagem. Sem mais golos até ao apito final, o resultado confirmou o triunfo senegalês e a derrota do país anfitrião.
Com este resultado, o Senegal conquista o seu segundo título continental, numa final que ficará marcada como uma das mais polémicas da história recente da Copa Africana de Nações.

