O Presidente francês afirmou esta terça-feira que a declaração de segurança endossada pelos aliados da Ucrânia, incluindo os Estados Unidos, constitui um “passo significativo” para pôr termo à invasão russa.

Após uma reunião em Paris com representantes de mais de duas dezenas de países que integram da Coligação da Boa Vontade sobre a Ucrânia, Emmanuel Macron disse ter sido alcançado um entendimento sobre mecanismos de monitorização de um eventual cessar-fogo, sob liderança norte-americana.
Macron também elogiou a “convergência operacional” entre os membros da Coligação.
Numa declaração conjunta, os aliados comprometeram-se a manter a assistência militar e o fornecimento de armamento a longo prazo às forças armadas ucranianas, que continuarão a ser “a primeira linha de defesa e dissuasão” após a assinatura de qualquer acordo de paz.
O encontro reuniu um número considerado sem precedentes de participantes presenciais, com 35 delegações, incluindo 27 chefes de Estado e de Governo, de acordo com o Palácio do Eliseu.
Antes da reunião, Macron manteve contactos com enviados norte-americanos, entre os quais Steve Witkoff e Jared Kushner, numa altura em que a presença do secretário de Estado, Marco Rubio, acabou por ser cancelada na sequência da intervenção militar dos EUA na Venezuela.
À margem da cimeira, Macron reuniu-se com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, enquanto responsáveis militares franceses, britânicos e ucranianos, bem como o comandante supremo aliado da NATO, participaram em encontros centrados na implementação de garantias de segurança.
Também no final da reunião em Paris, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, reiterou que a participação de militares portugueses numa futura força de manutenção de paz na Ucrânia só será decidida mais tarde e apenas se for necessário.
Em declarações aos jornalistas no final do encontro, o chefe do Governo garantiu que tal decisão será colocada “no processo de decisão interna”.
“Eu não estou com isto a adiantar que vamos chegar a esse ponto, porque pode nunca ser necessário, mesmo no contexto de uma paz consolidada”, vincou Montenegro.
Lusa

