Sábado, 17 de Janeiro, 2026

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Autoridades de saúde alertam para riscos do consumo indevido de alimentos terapêuticos contra a desnutrição

As autoridades sanitárias alertam que pessoas saudáveis devem evitar o consumo de suplementos alimentares terapêuticos, vulgarmente conhecidos como papas, destinados ao tratamento da desnutrição, sob pena de desenvolverem problemas renais graves e hemorragias nasais.

Autoridades de saúde alertam para riscos do consumo indevido de alimentos terapêuticos contra a desnutrição

O alerta foi feito pelo chefe do Departamento de Logística Hospitalar do Gabinete Provincial da Saúde, Domingos Tchilondela, que explicou que estes produtos são alimentos terapêuticos altamente concentrados, enriquecidos com proteínas, minerais e vitaminas, e com elevado valor calórico, sendo exclusivamente indicados para o tratamento da desnutrição aguda severa.

Segundo o responsável, tem-se verificado que pessoas que não apresentam quadros de desnutrição se aproveitam da existência de pacientes malnutridos para consumirem os suplementos, prática que pode ter consequências sérias para a saúde. “Temos registado casos de pessoas que, após consumirem essas papas sem necessidade clínica, surgem com sangramento nasal e sinais de falência renal”, advertiu.

Ao abordar o Programa de Nutrição na província, Domingos Tchilondela explicou que o consumo prolongado destes alimentos por indivíduos fisicamente saudáveis pode provocar desequilíbrios metabólicos, uma vez que o organismo necessita de uma relação equilibrada entre calorias, peso corporal e outros componentes nutricionais. “Quando esse equilíbrio é quebrado, o risco de desenvolver insuficiência renal aumenta”, frisou.

O responsável informou ainda que o Gabinete Provincial da Saúde tem reforçado as acções de sensibilização e os mecanismos de controlo, com o objectivo de garantir que os alimentos terapêuticos sejam efectivamente distribuídos às crianças e pacientes que deles necessitam, apelando a maior responsabilidade por parte dos envolvidos no processo de distribuição.

No que diz respeito à disponibilidade destes produtos, Domingos Tchilondela assegurou que a província dispõe de stocks regulares de alimentos terapêuticos. Em 2025, o Gabinete Provincial da Saúde recebeu mais de nove mil caixas, das quais mais de três mil já foram distribuídas, num processo que continua em curso nas unidades sanitárias especializadas no tratamento da desnutrição.

Angop

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