Luanda acolhe, a partir de hoje, segunda-feira, a Cimeira de Negócios Estados Unidos–África, um encontro que reúne mais de 1.500 participantes, entre chefes de Estado, governantes e empresários, com o objetivo de reforçar parcerias económicas e impulsionar investimentos estratégicos no continente.

Promovida pelo Corporate Council on Africa, em parceria com o Governo angolano, a cimeira prolonga-se até sexta-feira, sob o lema “Parcerias Sustentáveis para o Crescimento”, com foco em setores como infraestruturas, energia, agricultura, tecnologias e cadeias de valor regionais.
Estão confirmadas delegações de mais de 40 países africanos, bem como representantes de importantes agências financeiras dos Estados Unidos, como o Exim Bank e a US International Development Finance Corporation (DFC), além de dezenas de empresas norte-americanas interessadas em expandir a sua presença em África.
O programa integra painéis temáticos, encontros bilaterais e sessões dedicadas à promoção de negócios, estando prevista a assinatura de novos memorandos de entendimento e o anúncio de investimentos em áreas consideradas prioritárias.
A realização da cimeira acontece num contexto de crescente disputa internacional por mercados e recursos no continente africano, com Angola a procurar afirmar-se como uma plataforma de entrada para investimentos estrangeiros, alavancada em projetos estruturantes como o Corredor do Lobito.
O evento decorre igualmente num momento sensível nas relações entre Washington e África, marcado pelas medidas adotadas pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, que incluem cortes significativos em apoios financeiros a vários países africanos, bem como restrições na mobilidade e no comércio.

