Luanda despertou esta manhã sob fortes chuvas, causando grandes transtornos para os milhões de habitantes da capital angolana. A falta de um sistema eficiente de drenagem agrava a situação, resultando em inundações em várias artérias da cidade e dificultando a mobilidade, principalmente para os cidadãos que dependem de transportes públicos, como táxis e autocarros.

As principais vias da cidade, incluindo as avenidas Deolinda Rodrigues, Hoji-ya-Henda e Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy”, registam alagamentos significativos, impedindo a circulação normal dos veículos. Em alguns bairros periféricos, como Viana, Cazenga e Benfica, moradores relatam a entrada de água em residências e estabelecimentos comerciais, obrigando muitas famílias a adotarem medidas improvisadas para minimizar os danos.
A chuva intensa também afeta o funcionamento de serviços essenciais. Escolas, unidades de saúde e empresas enfrentam dificuldades devido ao acesso limitado, enquanto o trânsito caótico aumenta os tempos de deslocação. O congestionamento nas principais vias é agravado por veículos avariados e por condutores que tentam encontrar rotas alternativas para evitar os pontos mais críticos.
O cenário torna-se ainda mais preocupante pelo facto de milhares de alunos estarem em período de provas. Muitos estudantes enfrentam dificuldades para chegar às escolas, seja por falta de transporte ou pelas enchentes que impedem a passagem. O risco de atrasos ou mesmo de ausência nos exames preocupa pais e professores, que temem que a situação possa comprometer o desempenho académico dos alunos.
O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET) prevê a continuidade da chuva ao longo do dia, o que pode piorar ainda mais a situação. Autoridades recomendam precaução, especialmente para quem circula em áreas propensas a inundações e desabamentos.
Moradores de diversas zonas da capital voltam a exigir soluções para o crónico problema da drenagem em Luanda, que a cada época chuvosa resulta em transtornos significativos e perdas materiais. Enquanto isso, a população enfrenta mais um dia difícil de mobilidade e incertezas devido às fortes chuvas.