O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Souza, decidiu não dissolver a Assembleia da República (Parlamento português), afirmando que irá procurar manter a estabilidade política porque “os portugueses dispensam esses sobressaltos”.
Marcelo assinalou, esta quinta-feira (4), que irá retirar ilações do episódio protagonizado pelo ministro João Galamba.
Em causa está um conflito institucional que se instalou em Portugal após o Presidente da República e o primeiro-ministro discordarem publicamente sobre a demissão do ministro das infraestruturas de Portugal, João Galamba.
Depois de uma série de acusações públicas que envolve o João Galamba e o seu ex-adjunto, Frederico Pinheiro, segundo as quais, o ministro João Galamba tentou esconder documentos da comissão de inquérito sobre a gestão da TAP e que Frederico Pinheiro tivera roubado um computador do Estado. Marcelo Rebelo manifestou-se publicamente classificando o episódio como sendo desprestigiante para autoridade do Estado e exigiu que Galamba fosse demitido.
Na sequência dos pronunciamentos de Marcelo, Galamba apresentou o seu pedido de demissão ao primeiro-ministro António Costa, que recusou, salientando que é competência do primeiro-ministro e não do Presidente da República indicar os ministros a serem exonerados.
