A Provedora de Justiça, Florbela Araújo, efectuou, hoje, quinta-feira, visitas ao Instituto Angolano de Controlo de Câncer e ao Hospital Psiquiátrico de Luanda, tendo solicitado o aumento de quadros e maior fiscalização para um melhor atendimento dos cidadãos.
Na primeira unidade, na companhia do Secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Pinto de Sousa, a Provedora de Justiça, recebeu explicações detalhadas, por parte do diretor-geral, Fernando Miguel, sobre a história do tratamento do câncer em Angola.
Fernando Miguel afirmou que 85 por cento dos utentes que acorrem à unidade encontram-se em estado avançado, citando o cancro da próstata, nos homens, e o cancro do útero e da mama, em mulheres, como os mais frequentes.
O instituto encontra-se apetrechado com equipamentos modernos de Radioterapia e Quimioterapia e conta com 60 médicos que atendem em média 200 a 300 pacientes diariamente.
A propósito da carência de pessoal, o Secretário de Estado para a Saúde Pública confirmou que existe um orçamento destinado à formação de quadros de especialidades diversas.
Em declarações à imprensa, Florbela Araújo apelou para maior fiscalização, sobretudo dos pacientes em regime ambulatório, que se queixam da falta de fármacos.
Solicitou ainda a abertura de concurso público no sector, para admissão de novos quadros para atenderem melhor os cidadãos.
No Hospital Psiquiátrico de Luanda, Florbela Araújo foi recebida pelo director clínico, Narciso Carifete, que apresentou um informe sobre o estado funcional da unidade.
O hospital, vocacionado ao diagnóstico, tratamento, reabilitação e reinserção sócio-familiar de fórum psiquiátrico, conta com 382 funcionários, com capacidade para 300 camas, porém, actualmente funcionam apenas 213.
A provedora considerou urgente a reabilitação ou construção de um novo Hospital Psiquiátrico fora das localidades e deixou como recomendação a necessidade de mais psicólogos, sociólogos, bem como a criação de actividades lúdicas para esses pacientes que se deparam com o abandono familiar.
No final, a Provedora de Justiça garantiu fazer advocacia desses assuntos junto do Ministério da Saúde e do Governo Provincial de Luanda.
Angop

