O secretário provincial da APN, Francisco Camosso, afirmou esta terça-feira que o partido espera eleger, em Benguela, dois deputados para a Assembleia Nacional, nas eleições gerais da próxima quarta-feira (24).
Falando à ANGOP, o político disse que a sua formação política está empenhada no trabalho de mobilização do eleitorado, para conseguir uma representação parlamentar pelo círculo eleitoral da província de Benguela.
Argumentou que a Aliança Patriótica Nacional “está mais forte” que nas eleições de 2017, em que não conseguiu eleger nenhum deputado, para atingir as metas.
Com 95% da propaganda afixada nas cidades de Benguela, Lobito, Catumbela e Baía Farta, Francisco Camosso sublinha algum apoio vindo, sobretudo, de jovens, para o projecto de Quintino Moreira, candidato a Presidente da República pela APN.
Deu a conhecer que o programa de governação do partido tem como linhas de força a geração de emprego, principalmente para a juventude, por meio do aumento da produção agrícola.
O combate à fome e à miséria, segundo a fonte, é outra prioridade da APN, caso ganhe as eleições.
Apelando aos eleitores para que não deixem de votar, Camosso defendeu a revitalização da sua força política, para que a sua “voz se faça ouvir” na Assembleia Nacional, na próxima legislatura.
Nesta terça-feira, a coordenação da campanha eleitoral da APN trabalhou em mercados informais de Benguela e da Baía Farta, para mobilizar o voto dos vendedores.
Para o responsável, o contacto com os eleitores “foi positivo, porque permitiu educar civicamente a população para assinalar o seu voto de forma correcta no boletim, evitando a abstenção nas urnas”.
Nas eleições gerais de 2017, a APN conseguiu apenas 0, 42% dos votos, insuficientes para eleger deputado no círculo provincial de Benguela, onde o MPLA, com 61, 50%, obteve quatro parlamentares e a Unita apenas um, o equivalente a 27,60%.
As próximas eleições gerais em Angola, as quintas na história do País, desde a independência nacional, contam, pela primeira vez, com a participação dos angolanos residentes no estrangeiro.
Do universo de 14,399 milhões de eleitores esperados nas urnas, 22.560 são da diáspora, distribuídos por 25 cidades de 12 países de África, Europa e América.
Angola realizou as primeiras eleições gerais em 1992, seguindo-se as de 2008, 2012 e 2017, todas ganhas pelo MPLA, partido no poder desde a independência.
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