O MPLA, partido no poder em Angola, entregou, esta quarta-feira, ao Tribunal Constitucional (TC) a sua candidatura às eleições gerais de 24 de Agosto deste ano, tornando-se na primeira formação política a formalizar a sua proposta.

A candidatura foi apresentada pelo seu mandatário, general Pedro Neto, que chegou ao Palácio da Justiça e sede do Tribunal Constitucional, precisamente às 09:50 horas locais (08:50 TMG), acompanhado da vice-presidente do Partido, Luísa Damião.
O acto segue-se à convocação das eleições pelo Presidente da República, João Lourenço, a 03 de Junho corrente, depois de pareceres favoráveis da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) e do TC sobre a existência de condições para o efeito.
Na candidatura apresentada, o MPLA vai concorrer numa lista liderada pelo seu actual presidente, João Lourenço, como candidato à sua própria sucessão na chefia do Estado.
A segunda posição é ocupada por Esperança Maria Eduardo Francisco da Costa, actual secretária de Estado das Pescas, que vai concorrer à Vice-Presidência da República.
O período de apresentação de candidaturas, que teve início segunda-feira última (06), vai decorrer até ao dia 25 do corrente mês.
Após essa fase, os partidos políticos terão 10 dias para o suprimento de eventuais irregularidades ou insuficiências nos processos apresentados.
O MPLA faz parte das 13 formações políticas já habilitadas a concorrer, juntamente com a UNITA, a FNLA, o PRS (Partido de Renovação Social), o Bloco Democrático(BD) e a Aliança Patriótica Nacional (APN).
Os outros concorrentes são o P-NJANGO (Partido Nacionalista para Justiça em Angola), o Partido Humanista Angolano (PHA) e a coligação CASA-CE, integrada por cinco partidos.
Nas últimas eleições gerais, realizadas em 2017, o MPLA venceu o escrutínio com 61,08 por cento dos votos, o que lhe deu os actuais 150 deputados num Parlamento de 220 assentos.
O MPLA foi fundado, a 10 de Dezembro de 1956, como movimento de libertação nacional contra o colonialismo português, antes de se transformar em partido político depois da independência, em 1975.
Desde então, mantém-se à frente dos destinos do país, primeiro sob a liderança de Agostinho Neto (1975-1979) e, mais tarde, de José Eduardo Santos (1979-2017), antecessor de João Lourenço.
Ideologicamente assente no socialismo democrático, o MPLA proclama como sua bandeira a defesa da justiça social, do humanismo, da liberdade, da igualdade e da solidariedade.
Governou como partido único desde a independência até 1991, quando Angola passou do monopartidarismo para a democracia pluralista com a realização das primeiras eleições gerais, em Setembro de 1992.
Venceu, por maioria absoluta, em todas as eleições já realizadas, com 53,74 por cento dos votos (1992), 81 por cento (2008), 71,84 por cento (2012) e 61,08 por cento (2017).
Essa votação correspondeu, respectivamente, a 129, 191, 175 e 150 deputados no Parlamento contra 70, 16, 32 e 51 da UNITA, seu principal adversário.
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