O Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) definiu, o dia 15 deste mês de Junho, como prazo limite para as empresas do sector empresarial público apresentarem os documentos de prestação de contas do exercício 2021.
A cobrança está a ser feita através da Circular n.º 001/PCA/IGAPE/2022, de 06 de Janeiro, enviada às empresas do Sector Empresarial Público (SEP), de acordo com a nota da instituição a que ANGOP teve acesso.
O prazo limite para a entrega dos documentos de prestação de contas referentes ao exercício económico de 2021, é particular para as empresas que apresentam já as contas consolidadas.
Segundo o documento público, o referido prazo teve como pressuposto, o reconhecimento da maior complexidade no processo de consolidação de contas, bem como das limitações que ainda persistem na mobilidade dos auditores independentes, decorrentes da pandemia da covid-19.
Depois da uniformidade de tratamento, as contas serão publicadas em simultâneo no website do IGAPE, após o dia 16 de Junho, deste ano.
Desta forma, o IGAPE, quer garantir uma análise mais completa dos leitores sobre as contas prestadas, livre de vazios suscetíveis a especulação.
Contas de 2020 foram negativas
De acordo com o relatório agregado de 2020, a que ANGOP teve acesso, em 2020, verificou-se uma queda de cerca de 174,8%,comparativamente à 2019, com o Resultado Operacional a alcançar os Kz 526,1 mil milhões negativos.
Este resultado foi influenciado,
principalmente, pelas contribuições
negativas dos cálculos operacionais da Sonangol e da TAAG, em cerca de 83% e 18%, respectivamente.
O resultado da Sonangol foi afectado pela significativa redução das receitas com a venda de petróleo bruto, em decorrência dabdiminuição do preço, ao passo que o da TAAG foi influenciado pela quebra no
tráfico aéreo, em decorrência das medidas restritivas de combate à COVID-19.
Ainda em 2020, as empresas não financeiras do SEP registaram um agravamento expressivo
em seu resultado líquido, ao abarcarem um prejuízo agregado de Kz 2 633,3 mil milhões de kwanzas, valor 18,5 vezes maior do que
o prejuízo registado em 2019, de Kz 142,1 mil milhões.
As empresas que mais contribuíram para este resultado foram a Sonangol, TAAG e ENDE, cujos resultados líquidos negativos equivaleram à 90,5%, 5,0% e 4,2%, respectivamente, do total.
Entre as razões que contribuíram para os resultados negativos excessivos, a par do desempenho operacional, o IGAPE apontou as imparidades e o resultados financeiros da Sonangol.
O universo do SEP, em 2020, foi composto por 85 empresas, sendo
69 empresas públicas, 12 empresas com domínio público e quatro participações públicas minoritárias.
Do universo de 89 empresas existentes em 2019, registou-se a saída de quatro empresas, sendo três cervejeiras (Cuca, Eka e N´Gola) privatizadas e 1 extinta (Ferrangol, E.P.).
O documento dá conta que, a carteira do Sector Empresarial Público (SEP), das empresas que prestaram contas referentes ao exercício de 2020 é composta por 71 empresas, sendo 60
Empresas Públicas e 11 Empresas com Domínio Público.
Angop

