Sábado, 31 de Janeiro, 2026

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País caminha para a auto-suficiência em derivados de petróleo

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou, esta sexta-feira, no Soyo, província do Zaire, que o projecto de Refinaria desta cidade concorre, a par de outros, para a auto-suficiência e independência do país em matéria de derivados de petróleo.

O governante, que discursava no acto do lançamento da primeira pedra para a construção deste empreendimento, disse que o mesmo poderá suprir, também, as necessidades da sub-região africana, onde Angola se insere.

Na óptica do ministro, com a construção das refinarias do Soyo, Lobito e Cabinda, Angola deixará de ser um mero exportador do crude para potencial transformador dos seus derivados.

Para Diamantino Azevedo, a refinaria do Soyo é um projecto para o futuro, que observará todos os padrões de qualidade exigidos internacionalmente, e que contemplará todos os aspectos de emissão de gases para a atmosfera e que terá, ainda, uma componente social muito importante, tanto para a melhoria da qualidade de vida da população da região como de todo país.

Este empreendimento, a ser erguido na localidade de Pangala, nas proximidades da Central de Energia do Ciclo Combinado do Soyo, contribuirá, de igual modo, para o estreitamento das relações de cooperação com os EUA, cujo promotor é uma empresa originária deste país.

Destacou a formação de jovens angolanos, o fomento do turismo, a saúde e a tecnologia como áreas que deverão ser impulsionadas com esta cooperação entre Angola e os EUA, na medida em que o consórcio Quanten elegeu tais itens para as suas acções de responsabilidade social na província, no âmbito do projecto de refinaria do Soyo.

Lembrou que o referido projecto enquadra-se na estratégia do Executivo angolano, na área de refinação e petroquímica.

Explicou que esta linha de acção passa pela construção das refinarias de Cabinda, que processará 60 mil barris/dia, em curso, do Soyo, para mais de 100 mil barris dia, e do Lobito para mais de 200 mil barris.

A outra componente, segundo o ministro, é o aumento da capacidade de refinação da central de Luanda, incluído o reforço dos seus mecanismos de preservação ambiental, com a melhoria tecnológica. 

Pediu ao promotor do projecto que o execute de forma concebida e no prazo (três anos) previstos.

Lusa

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