Segunda-feira, 16 de Março, 2026

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Eni sobe estimativa do campo Ndungu para um bilião de barris

A petrolífera italiana Eni actualizou a base dos recursos do campo Ndungu, passando para 800 milhões a um bilião de barris/dia, superior às estimativas iniciais que eram de 250 a  300 milhões de barris. 

De acordo com dados avançados pela PetroAngola – provedora de informação sobre petróleo, gás e energias renováveis, essas actualizações tornam o campo Ndungu, juntamente com o Agogo, na maior descoberta já feita no Bloco 15/06,  desde a sua adjudicação.

O campo está localizado a cerca de 130 quilómetros da costa e a 10 quilómetros da Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSO) Ngoma no Hub (centro) Oeste do Bloco 15/06, em Angola.

De acordo com a publicação a que a ANGOP teve acesso, o poço de avaliação Ndungu 2 foi perfurado a 5 quilómetros do poço Ndungu 1 e atingiu 40 metros  de Net Oil Pay (35°API) nos reservatórios do Baixo Oligoceno com boas propriedades petrofísicas, confirmando a comunicação hidráulica com o poço de descoberta. 

A aquisição intensiva de dados foi realizada para avaliar todo o potencial da descoberta, de acordo com a publicação, tendo a produção do campo Ndungu iniciado em fevereiro do ano passado, através de um poço de produção. 

Segundo a publicação, está previsto um segundo poço de desenvolvimento no quarto trimestre do corrente ano, maximizando a utilização das instalações existentes no West Hub. Por outro lado, as avaliações continuarão a optimizar os retornos e a minimizar os riscos.

O campo Ndungu foi a 1ª grande descoberta de petróleo em Angola dentro de uma área de desenvolvimento já existente, certificando a validade concreta da legislação recente, promovida através do Decreto Legislativo Presidencial nº 5/18 de 18 de Maio de 2018, que define um quadro legal favorável às actividades de pesquisa adicionais de exploração dentro das zonas de desenvolvimento existentes.

A descoberta do Ndungu ocorreu dois  meses após a Eni ter feito uma grande descoberta de petróleo em águas profundas em Angola, descoberta esta que pode ajudar o país a reverter o contínuo declínio na produção de petróleo. 

A Eni Angola opera o bloco 15/06 com uma participação de 36,84%, em parceria com a Sonangol Pesquisa e Produção, (36,84%) e a SSI Quinze Ltd. (26,32%). 

Para além do Bloco 15/06, a companhia petrolífera italiana Eni actua nos blocos de exploração Cabinda Norte, Cabinda Centro, 1/14 e 28, bem como o Novo Consórcio de Gás (NGC), tendo participações não-operadas nos blocos 0, 3/05, 3/05A, 14, 14 K/A-IMI, 15 e no projecto Angola LNG.  

Segundo o documento a que se teve acesso, o aumento das estimativas dos recursos do campo Ndungu, amplia ainda mais o portfólio da joint venture Azule Energy, que combina as carteiras da Eni e da BP em Angola. 

O consórcio poderá contar com uma base sólida de novos projectos, incluindo o Agogo, Ndungu e PAJ nos Blocos 15/06 e 31 respectivamente, bem como os projectos de gás do NGC, impulsionando as actividades de exploração e produção de petróleo e gás.

Angop

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