O Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, uma cidadã angolana de 22 anos, com dois quilogramas e 503 gramas de cocaína, proveniente da República Federal do Brasil.

Em declarações hoje, quarta-feira, à ANGOP, o porta-voz do SIC superintendente de investigação criminal, Manuel Halaiwa, disse que a detenção foi feita em flagrante delito, na sala de desembarque, numa acção conjunta com os órgãos do sistema de segurança do aeroporto.
Manuel Halaiwa afirmou que a droga estava dissimulada nas vestes da mulher, numa blusa devidamente trabalhada para ludibriar as autoridades.
“A detenção ocorreu no momento do desembarque de passageiros de um voo da Companhia Aérea Nacional, TAAG, saído do Aeroporto de Guarulhos/ Estado de São Paulo. Levantadas suspeitas, no âmbito do trabalho operativo, a mulher foi submetida a verificação da bagagem e em seguida ao rastreio do Body Scanner”, explicou o responsável.
No rastreio do Body Scanner, prosseguiu oficial, foram detectados corpos estranhos nas regiões do abdómen e tórax, o que a levou a uma condução imediata para uma revista física, onde determinou-se ter em sua posse, de forma dissimulada, dois pacotes de papelão de formato rectangular, revestidos com adesivos e fitacolados em plástico de cor preta.
De acordo com o oficial, os pacotes continham no seu interior um produto de cor branca, que submetido ao teste, pelos peritos do laboratório de criminalística, resultou positivo para a droga cocaína.
Acrescentou que na sequência investigativa, o SIC apurou que a cidadã, na condição de “mula”, foi recrutada pelo namorado angolano, residente em Luanda, para se deslocar ao Brasil a busca da droga, tendo suportado todas as despesas da viagem, que se consumou no dia 30 de Dezembro de 2021, tendo sido contactada pelo suposto mandante, um Congolês Democrata, que preparou as vestes onde dissimulou a droga.
A mulher regressou a Angola no dia oito de Janeiro de 2022, e caso fosse bem sucedida receberia a recompensa de três mil dólares norte-americanos.
” Diante dos factos procedeu-se a apreensão da droga como matéria probatória do crime, e a detenção da implicada que foi presente ao Ministério Público, que aplicou a medida de coacção pessoal mais gravosa, a prisão preventiva, enquanto diligências prosseguem em torno do processo”, sublinhou.
Esta é a primeira apreensão de cocaína, este ano, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro.
Angop

