Quinta-feira, 19 de Março, 2026

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Presidente moçambicano repudia restrições de viagens para África Austral

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, considerou que as restrições de viagens para a África Austral vão limitar o acesso a bens essenciais por parte dos países da região e afetar a vida social e económica das nações atingidas.

A emissora pública Rádio Moçambique noticiou hoje que Filipe Nyusi expressou a sua preocupação com a decisão de vários países, incluindo da União Europeia (UE), de impor restrições nos voos para África Austral, na sequência da descoberta da variante Ómicron da covid-19, numa mensagem que o estadista enviou ao Presidente do Maláui e em exercício da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Lazarus Chakwera.

“A proibição de viagens vai prejudicar o setor turístico e interferir negativamente no transporte de bens essenciais”, refere a mensagem de Nyusi.

O chefe de Estado moçambicano alertou para o risco do agravamento de dificuldades no acesso a vacinas e testes de covid-19 por parte dos países da SADC, devido a limitações nas viagens.

Nyusi felicitou o presidente em exercício da SADC por ter recentemente denunciado como “instintiva” a decisão de impedir voos para a África Austral.

Vários países proibiram voos regulares com os estados da África Austral, na sequência da recente descoberta da Ómicron na África do Sul.

A covid-19 provocou pelo menos 5.311.914 mortes em todo o mundo, entre mais de 269 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

A variante Ómicron, classificada como “preocupante” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 57 países de todos os continentes, em Angola ainda não foi registado nenhum caso da nova variante, há sim casos suspeitos em investigação, segundo disse a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

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