Segunda-feira, 2 de Março, 2026

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SADC avalia quinta-feira em Pretória intervenção militar em Cabo Delgado

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) vai avaliar na quinta-feira, em Pretória, a missão de intervenção militar regional em Cabo Delgado, norte de Moçambique, anunciou hoje o Governo sul-africano.

“O encontro dá continuidade às discussões sobre o apoio da SADC à República de Moçambique, nos esforços de combate aos atos de terrorismo e extremismo violento na região norte da província de Cabo Delgado”, referiu em comunicado o Ministério das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul.

Segundo a mesma nota, a chefe da diplomacia sul-africana, Naledi Pandor, na qualidade de presidente do comité ministerial do Órgão de Política, Defesa e Segurança da SADC, “irá acolher a reunião do comité ministerial extraordinário da SADC da Troika do Órgão mais os Países Contribuintes de Pessoal, e a República de Moçambique, em 25 de novembro de 2021, em Pretória”.

De acordo com o Governo sul-africano, a cimeira extraordinária da Troika do Órgão mais Moçambique, realizada em 5 de outubro, “prorrogou o mandato da Missão da África Austral em Moçambique (SAMIM) até 15 de janeiro de 2022”.

Nesse sentido, concluiu a nota, “os ministros irão, portanto, reunir-se para avaliar o progresso do destacamento da SAMIM em Cabo Delgado”.

A SAMIM chegou ao terreno em 09 de agosto para “combater atos de terrorismo e extremismo violento na região norte da província de Cabo Delgado” com um mandato inicial até ao fim a 15 de outubro de 2021.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas aterrorizada há quatro anos por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

O conflito já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas.

Desde julho, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda a que se juntou depois a SADC permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas onde havia presença de rebeldes, nomeadamente a vila de Mocímboa da Praia, que estava ocupada desde agosto de 2020.

Lusa

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