Quinta-feira, 5 de Março, 2026

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Bloco Democrático abandona a CASA-CE e passa a ser parte integrante da Frente Ampla

O recém-eleito presidente do Bloco de Democrático, Filomeno Vieira Lopes, confirmou que a formação política que agora passa a dirigir, vai ser parte integrante da Frente Ampla, juntando-se à UNITA e ao projecto PRA-JA Servir Angola de Abel Chivukuvuku, abandonando definitivamente a CASA-CE no final da legislatura, em 2022.

Na sua primeira declaração à imprensa, este final de semana, após a sua eleição, o líder partidário não fez esperar e confirmou que O Bloco Democrático vai fazer parte da Frente Ampla.

“Iniciemos agora este movimento da Frente Ampla, e todos aqueles que aceitarem a Frente Ampla, estarão com o Bloco Democrático”, disse Filomeno Vieira Lopes.

O responsável político disse ainda que “nesta fase fundamental do nosso país é nisso que o Bloco Democrático aposta”.

“Se depender de nós, vamos fazer essa Frente Ampla porque achamos que ninguém sozinho pode ultrapassar este obstáculo”, referindo ao MPLA, partido que governa Angola desde a sua independência.

Por sua vez, o Colégio Presidencial da CASA-CE reagiu aos pronunciamentos do presidente-eleito do BD.

Alexandre Sebastião André, membro do Colégio Presidencial da CASA, disse não ser novidade a julgar pelos pronunciamentos Filomeno Vieira Lopes durante a campanha.

“A lei dos partidos políticos não permite que nenhum partido pode fazer parte concomitantemente em duas coligações ou em duas frentes. Assim o Bloco que fazia parte da CASA-CE, e porque através do seu novo presidente nas suas primeiras declarações pôs ao conhecimento público que iria avançar com Frente Ampla onde consta a UNITA e o Dr. Abel, já uma carta fora do baralho”, disse Alexandre Sebastião André.

“O que sabemos é que o Bloco optou publicamente que iria fazer parte de tal frente, portanto, essa atitude do Bloco em nada mexe com o desenvolvimento imparável da CASA-CE”, concluiu Alexandre Sebastião André.

Filomeno Vieira Lopes — que concorria com outros dois candidatos, Américo Vaz, Luís Nascimento — substitui Justino Pinto de Andrade, que lidera o Bloco desde a sua fundação, e que passa agora a assegurar a vice-presidência.

O Bloco Democrático, registado no Tribunal Constitucional desde 20 de outubro 2010, é uma das seis forças políticas que compunham a Convergência Ampla de Salvação de Angola — Coligação Eleitoral (CASA-CE), terceira maior força política, com 16 deputados no Parlamento. Com a saída do Bloco, a CASA-CE fica agora reduzido a 5 partidos.

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