Sexta-feira, 13 de Março, 2026

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Aeroportos nacionais perderam meio milhão de passageiros no primeiro trimestre de 2021

Menos 500 mil passageiros passaram pelos aeroportos de nacionais nos primeiros três meses de 2021, correspondendo a uma quebra de 76% face ao período homólogo, segundo dados obtidos pela Lusa junto do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC).

O impacto da pandemia de covid-19, cujos primeiros casos em Angola foram reportados a 21 de março de 2020, afetou em particular o aeroporto da capital, Luanda, que assistiu a uma perda de 78% no movimento de passageiros, passando de 466.498 no primeiro trimestre de 2020 para 102.778 no período homólogo de 2021.

Em Cabinda, o segundo maior aeroporto, o tráfego de passageiros diminuiu 69%, passando de 82.336 entre janeiro e março 2020 para 25.503 no primeiro trimestre deste ano.

No total, o número de passageiros em Angola reduziu-se de 658.050 para 157.922, ou seja, menos 500.128 pessoas passaram pelos 30 aeroporto e aeródromos listados pelo INAVIC.

O número de voos caiu praticamente para metade, sendo contabilizados 6.373 ligações entre janeiro e março de 2021 contra 14442 em igual período do ano passado.

O transporte de carga e correio foram menos afetados pela pandemia. A carga movimentada fixou-se em 4610 toneladas nos primeiros três meses de 2021, face a 6.903 toneladas no ano passado, uma variação homóloga de -33%, enquanto o volume de correio transportado este ano foi de 75 toneladas, contra as 135 do período homólogo (-44%)

Angola tem adotado medidas de suspensão temporária ligações a alguns países para controlar a pandemia, mantendo o seu espaço aéreo fechado aos voos regulares desde 20 de março.

Atualmente operam no aeroporto de Luanda sete companhias internacionais, incluindo a TAP, com 11 voos semanais, além da transportadora angolana TAAG, com mais 4 frequências, ligando Angola a Portugal, São Tomé e Príncipe e Africa do Sul.

A 10 de maio, o governo angolano interditou, temporariamente, a entrada no país de estrangeiros não residentes provenientes do Brasil e Índia, determinando “quarentena institucional obrigatória” aos nacionais e estrangeiros residentes oriundos de ambos os países, medida que se mantém até 08 de junho.

No entanto, a TAAG retomou hoje as ligações com o Brasil (Luanda-São Paulo), apenas para voos de carga, que serão feitos quinzenalmente, segundo uma fonte da companhia aérea.

Lusa

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