O ministro do Interior, Eugénio Laborinho, disse que a abertura das fronteiras terrestres entre Angola e Namíbia está condicionada à circulação de novas variantes da covid-19.
Eugénio Laborinho respondia assim às declarações do embaixador da Namíbia em Angola que garantiu que o seu país tem condições criadas para abertura das fronteiras terrestres com Angola.
Segundo o governante a situação deve ser ponderada face ao surgimento das novas estirpes do vírus SARS-Cov2.
“Isto tem que ser muito bem analisado, é uma questão excecional que nós estamos a viver no âmbito da covid-19, por isso não vai ser tão fácil neste momento. Vamos ter que analisar, vamos discutir e vamos colocar o nosso ponto de vista, qual é a posição de Angola em relação a isso. Nós temos a situação sob controlo e abertura neste momento do posto de Santa Clara, do Calai, Birrico pode nos complicar, tendo em conta as novas estirpes do coronavírus”, disse o governante angolano.
“Então, são coisas muito sensíveis que tem de ser analisadas a nível da comissão multissectorial de combate à covid-19 e também levar às instâncias superiores do nosso país. Eles têm o mercado de Angola como um mercado muito importante, sobretudo o Cunene e Huíla. Mas nós temos que preserva o bem vida e vamos explicar quais são as nossas razões, qual é o nosso posicionamento. Não está fácil com essa nova estirpe sul-africana, inglesa, brasileira…todo o cuidado é pouco”, alertou Eugénio Laborinho.
Estas declarações foram feitas à margem da 21.ª reunião bilateral entre os dois governos, que teve lugar entre quarta-feira (21) até sexta-feira (23), no Lubango, capital da província da Huíla, onde foram abordados temas de interesse comum, nomeadamente a imigração, ordem e segurança pública.
Angola esteve representada através do ministro do Interior, Eugénio Laborinho e a Namíbia pelo seu embaixador acreditado em Angola, Patrick Nandago.
Patrick Nandago manifestou também a disponibilidade do seu país para a abertura de fronteira com Angola, encerrada em março de 2020, devido à pandemia de covid-19, com exceção para situações de saúde, sobretudo de angolanos.
De acordo com o diplomata namibiano, o encerramento da fronteira afetou negativamente a vida dos dois povos, com destaque para os das províncias do Cuando Cubango, Cunene, Namibe e, parte da Huíla, de onde são muitos jovens que estudam na Namíbia.

