A União Europeia doou 20 milhões de euros ao governo angolano para estimular a participação de cooperativas na recolha seletiva do lixo em Luanda.
Os dados foram avançados esta sexta-feira (9) pelo ministro da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, após uma reunião com a governadora de Luanda e com os administradores municipais da capital do país.
Para além dos 20 milhões de euros, a UE já havia disponibilizado 500 milhões de kwanzas também para a recolha do lixo. Esses valores vem somar-se aos 34,9 mil milhões de kwanzas disponibilizados pelo Presidente da República para a gestão do lixo na capital do país.
Jonivaldo Sanda, especialista em engenharia ambiental e gestão de território, ouvido pela Rádio Nacional de Angola, considera a estratégia de envolver cooperativas para a recolha seletiva do lixo, uma gestão positiva dos resíduos sólidos.
Um estudo do Ministério da Economia e Planeamento demonstra que são produzidos no país 6,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano. Desta quantidade, mais de 50 por cento é da província de Luanda, com uma produção anual de 3,3 milhões de toneladas.
Na capital do país, com cerca de oito milhões de habitantes, estima-se que cada pessoa produz, em média, um quilo de lixo.
Com o não reaproveitamento de toda essa quantidade de lixo, o país perde quase meio bilião de euros por ano, aproximadamente 460 mil milhões de kwanzas.

