Quarta-feira, 18 de Março, 2026

O seu direito à informação, sem compromissos

Pesquisar

Vinte e quatro produtos pesam 50,40% nos valores da inflação

Vinte e quatro produtos, dos 732 que compõem a matriz de preço do consumidor, em Angola, influenciam em 56,40% nos valores da inflação, afirmou o governador do Banco Nacional de Angola (BNA).

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados recentemente, dão conta que o Índice de Preços do Consumidor Nacional (IPCN) registou uma variação mensal de 2,07%, de Janeiro a Fevereiro de 2021.

Comparando as variações mensais deste período, registou-se um aumento de 0,57 pontos percentuais, sendo a classe “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, com 1,48 pontos percentuais.

Durante o mês de Fevereiro, apareceram nas posições imediatas os “Bens e Serviços Diversos” (0,14 pontos percentuais) e “Mobiliário, Equipamento Doméstico e Manutenção”, com 0,09 pontos percentuais.

Só na categoria de alimentos, em Fevereiro deste ano, a cebola teve uma variação de preços de 9,50%, o óleo de soja 3,36, o peixe carapau (fresco e congelado) 2,33%, o arroz de grão longo 2,51%, farinha 3,63%, a massa alimentar, entre outros. 

As restantes classes tiveram contribuições inferiores a 0,09 pontos percentuais.

Face a estes valores, o BNA garante continuar a fazer o acompanhamento da evolução dos preços nos próximos meses, uma ação que poderá levar, por parte do Banco Central, a uma revisão dos seus objectivos.

“Procuramos usar os nossos instrumentos e políticas para influenciar o comportamento da economia e atingir o nosso objectivo”, disse o governador do Banco Central, à imprensa, a propósito da reunião do Comité de Política Monetária.

Acrescentou que, nos primeiros meses do ano, os preços têm tido comportamentos fora do alcance dos instrumentos do Banco Nacional de Angola.

Olhando para os 24 produtos que fazem metade da inflação, dos 732 da matriz de preços do consumidor, aponta a estiagem como um dos factores naturais que tem causado pressão aos produtos nacionais.

A nível dos produtos importados, observou-se uma queda de 24%, nos dois primeiros meses do ano, uma redução considerada elevada.

“Vamos continuar a fazer o monitoraumento, por isso, é que entendemos não tomar medidas de agravamento da taxa básica, porque o tema que se coloca não é a procura, mas sim a oferta”, disse Massano.

×
×

Cart