A secretária executiva da SADC, Stergomena Lawrence Tax, destacou hoje (terça-feira) o contributo de todos que participaram na luta pela libertação de toda a região da África Austral.
Numa mensagem alusiva ao Dia da Libertação da África Austral, que se assinala hoje (23), Stergomena Lawrence Tax exortou os países da SADC a fazerem um balanço dos progressos alcançados no quadro da concretização dos objectivos: ‘‘Rumo à Libertação Económica” e, assim, da visão de um futuro comum que garanta o progresso do bem-estar económico e dos padrões de qualidade de vida dos respectivos povos, a liberdade, a justiça social, paz e segurança.
“Hoje, celebramos, mais uma vez, o Dia da Libertação da África Austral, ao recordarmos os filhos que pagaram o preço final, lutando pela libertação política e liberdade da nossa região. O sangue dos nossos filhos não foi em vão, uma vez que a luta de libertação contribuiu para a liberdade e libertação de toda a região da SADC”, referiu.
Disse que ao assinalar e celebrar os êxitos alcançados , “devemos permanecer conscientes de que ainda não fomos totalmente libertados, até ganharmos a batalha da independência económica (…) ”.
A secretária executiva entende que, de modo a acelerar o desenvolvimento socioeconómico, de forma sustentável, em prol dos cidadãos da SADC, os Estados-membros devem empenhar-se na Visão 2050 da SADC e na implementação do Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional 2020-2030.
Os referidos planos, esclareceu, assentam numa base firme da paz, segurança e governação democrática e em três pilares inter-relacionados: desenvolvimento industrial e integração de mercados; desenvolvimento de infra-estruturas de apoio à integração regional; e desenvolvimento de capital social e humano.
“Para preservar a paz e a segurança que desfrutamos desde à libertação da região pelos fundadores e a conquista da independência política pelos Estados-Membros, devemos permanecer solidários e condenar todas as formas possíveis de ameaças à paz e à segurança, incluindo os crimes cibernético, terrorismo, extremismo e discursos de ódio, que ameaçam reverter os ganhos obtidos com a paz, a segurança e o desenvolvimento económico da região”, referiu.
Encorajou os Estados-Membros a acelerar a inclusão da História da Libertação da África Austral nos currículos escolares, em benefício das gerações actuais e futuras.
Na sua mensagem, a secretário executiva da SADC lembrou que, com a morte do Presidente da República Unida da Tanzânia, John Pombe Joseph Magufuli, a região perdeu um dos seus grandes líderes, que se dedicou ao desenvolvimento de África.
“Que a sua alma descanse em paz eterna e que possamos valorizar a sua notável contribuição para o desenvolvimento da SADC. Como região, devemos permanecer, também, resolutos na luta contra a Covid-19, que tem infligido muito sofrimento e dificuldades às nossas economias e ao nosso povo”, acrescentou.
O 23 de Março foi instituído Dia da Libertação da África Austral em 2018, em Windhoek, Namíbia, durante a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da SADC.
O dia 23 de Março de 1988 marca o fim da Batalha do Cuito Cuanavale, no Sudeste de Angola, onde as FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola) e as FAR (Forças Armadas Revolucionárias, de Cuba) defrontaram o exército da maior potência militar regional, a África do Sul, e as ex- forças da UNITA.
A vitória das forças FAPLA e FAR nesta batalha representou uma viragem decisiva na África Austral, no sentido do progresso, da paz e da libertação dos povos africanos oprimidos pelo regime do apartheid.
Criada a 17 de Agosto de 1992, em Windhoek, a SADC tem como objectivo promover o crescimento e desenvolvimento económico e sustentável, aliviar a pobreza, aumentar a qualidade de vida dos povos da região e prover auxílio aos mais desfavorecidos.
Integram a organização Angola, África do Sul, Botswana, RDC, Comores, eSwatini, Lesotho, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

