Mais de trinta funcionários do Hotel Infortur do Namibe observam, desde hoje, terça-feira, uma greve por tempo indeterminado, por falta de regularização do pagamento da segurança Social e décimo terceiro mês desde 2016.
Os funcionários apresentaram um caderno reivindicativo há um mês, onde davam conta da intenção de paralisarem as actividades dentro deste período, se não fossem cumpridas às exigências.
O representante dos grevistas Nelson Caita, em declarações a Angop, disse que estão insatisfeitos com a postura da direcção do Hotel, que não mostra interesse em resolver os seus problemas.
Segundo o responsável da empresa “Ediandra”, que assumiu a gestão do Infortur há menos de seis meses, Paulo Tyongo, a direcção não vai atender este passivo da anterior gestão, mas apenas os problemas actuais ligados a melhoria de condições laborais e transportes.
“Estes cinco anos de reclamações do não pagamento da segurança social e 13º mês não são da nossa responsabilidade”, afirmou.
Por seu turno, o director do Gabinete Provincial do Ambiente, Cultura e Turismo no Namibe, Pedro Angulo, apelou ao entendimento entre as partes, por se tratar da única unidade hoteleira da região.
Actualmente, devido a covid-19, o Hotel Infortur do Namibe recebe semanalmente menos de vinte clientes, facto que tem criado alguns constrangimentos na sua gestão financeira.
Com 128 camas, o hotel, de três estrelas, possui uma sala de conferência com mais de 200 lugares, ginásio, piscina, restaurante, outras áreas de serviços. Quando foi inaugurado possuía mais de 100 funcionários, numero reduzido a mais de 40 por cento.

