Mais de 400 pessoas manifestaram-se, este sábado, na província do Namibe contra a exploração de petróleo na costa marítima da província.
A manifestação denominada “Peixe sim, Petróleo não”, organizada pela sociedade civil da província, com participaram figuras políticas, peixeiras, quitandeiras e cidadãos normais, visa persuadir o governo a abortar a exploração de petróleo na bacia do Namibe.
A 20 de janeiro do corrente ano, o ministro dos Recursos Naturais e Petróleos, Diamantino de Azevedo, defendeu, durante um encontro com jornalistas, a exploração de petróleo em áreas protegidas e parques naturais, salientando que Angola deve procurar mais petróleo para a produção não baixar.
Sobre a situação do Namibe, Diamantino de Azevedo defendeu que é possível conciliar a exploração de petróleo e a indústria pesqueira.
Sobre as críticas em torno da exploração de petróleo na bacia do Namibe, o ministro respondeu, dizendo: “Não podemos perder a oportunidade de explorar os recursos”.
Diamantino Azevedo assegurou que o estudo de pré-viabilidade ambiental já foi feito e o importante é assegurar o cumprimento da legislação ambiental e usar os instrumentos de gestão ambiental.
“Não cometeremos os erros que cometemos no Soyo [província do Zaire] e em Cabinda”, enfatizou, acrescentando que a atividade petrolífera pode até contribuir para melhorar esses parques.
“Há necessidade de explorar esses recursos, a solução é o equilíbrio. Somos sensíveis às questões ambientais, mas também somos racionais”, reforçou.
“Há quem por interesses políticos, defenda posições extremas, mas é preciso na política ser racional”, frisou o responsável dos Petróleos.

