O Presidente da República, João Gonçalves Lourenço, autorizou a despesa, como formalizou a abertura do procedimento de contratação simplificada para adjudicação dos contratos de obras de contenção e estabilização das ravinas na zona sul da centralidade do Zango 5, município de Viana, em Luanda.

De acordo com o despacho nº2/22 publicado no Diário da República, 1ª Série, nº15 da passada sexta-feira (22), o chefe de Estado autorizou o desembolso de 1.3 mil milhões de kwanzas para as obras de contenção e estabilização das ravinas e 39 milhões de kwanzas para fiscalização da referida obra.
A decisão visa assegurar a adopção de medidas com carácter emergencial para travar o avanço progressivo dos solos na zona sul da referida centralidade, que originaram o surgimento da ravina.
De acordo com director nacional de obras de engenharia do Ministério das Obras Públicas e Ordenamento do Território, Carlos Rocha, os trabalhos terão início tão logo sejam liberadas as verbas e com duração prevista de 6 meses.
Segundo responsável, o escopo do trabalho passa pela mobilização do estaleiro, limpeza e retirada de contentores, terraplenagem, aplicação de manilhas, execução de caixas de visita e demais trabalhos de betão.
“A construção de murros de contenção, bocas de entrada e de saída para o encaminhamento da água fazem, igualmente, parte das obras, cuja fase final consistirá na reparação do pavimento que foi danificado pela água”, esclareceu Carlos Rocha.
O problema das ravinas no Zango 5 começou a evidenciar-se há dois anos, devido a um hipotético “erro de concepção do sistema de macro-drenagem”, segundo especialistas ouvidos pela ANGOP, que afirmam que a progressão da erosão poderá causar, a curto prazo, problemas estruturais no sistema de fornecimento de água e nos cabos de fibra ótica.
Em caso de demora na intervenção, afirmam que a ravina poderá, ainda, cortar o sistema de telecomunicações e engolir edifícios no Bloco A da centralidade.
A centralidade do Zango 5 foi construída para albergar uma população estimada de 48 mil habitantes, sendo que o projeto contempla sete mil e 964 fogos, desenvolvidos numa área total de 416 hectares, subdivididos em 32 sectores urbanos.

