Quase seis milhões de pessoas foram afetadas este ano, com 1,5 milhão delas forçadas a deixar suas casas. Os dados recolhidos pelo Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU traçam um quadro preocupante.
O número de pessoas afetadas por inundações na África Oriental passou de 1,1 milhão em 2016 para quatro milhões em 2019, para perto de seis milhões neste ano – isto é antes das chuvas curtas, que normalmente atingem o pico em novembro e atingem a maioria dos países na região.
No Sudão, um dos países mais afetados, 860.000 pessoas tiveram suas casas destruídas ou danificadas e mais de 120 morreram, disse a ONU citando números do governo.
Quase todos os estados do Sudão sofreram fortes inundações e, no vizinho Sudão do Sul, 800.000 pessoas foram afetadas com 368.000 pessoas forçadas a deixar suas casas.
“Comunidades inteiras fugiram para terras mais altas para escapar da elevação das águas”, disse a ONU num comunicado.
Depois de uma visita a algumas das áreas mais atingidas no Sudão do Sul no mês passado, o coordenador humanitário da ONU para o país, Alain Noudéhou, disse que “vastas áreas do país ao longo do rio Nilo estão agora submersas”.
Na Etiópia, que tem uma população muito maior, 1,1 milhão de pessoas foram afetadas pelas enchentes.
Burundi, Djibouti, Quênia, Ruanda, Somália, Tanzânia e Uganda também estão incluídos nas cifras.
Fonte: BBC

