Vinte e cinco pessoas, na sua maioria crianças, morreram afogadas em rios, cacimbas, lagoas e outros locais, nos últimos três meses, na província do Huambo, mais sete em comparação ao idêntico período anterior.
Os dados foram divulgados hoje, quarta-feira, à imprensa, pelo chefe de secção de Comunicação institucional do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros nesta região, sub-inspector bombeiro Alberto Satota, no final de uma visita de constatação dos níveis de perigo que as cacimbas, construídas em residências dos bairros periféricos, representam para população.
Informou que, do total de cidadãos que perderam a vida, quatro foram em cacimbas, envolvendo menores com idades compreendidas entre os dois e nove anos, isto nos bairros São Luís, Capango e Cruzeiro, arredores da cidade do Huambo, bem como na localidade de Mussili, município da Caála.
O oficial bombeiro informou que estes afogamentos foram causados por negligência dos pais e encarregados de educação, principalmente por deixarem os menores sem a guarda de um adulto, mesmo sabendo que existe no quintal uma cacimba ou poço de água.
Deste modo, Alberto Satota apelou aos adultos no sentido de redobrarem os cuidados com as crianças, para evitar situações do género.
Ainda na última segunda-feira, dois cidadãos, de 22 e 42 anos, respectivamente, morreram numa cacimba do bairro da Calomanda, arredores da cidade do Huambo, vítimas de presumível asfixia, quando tentavam limpá-la, em consequência da seca que maior parte delas observam nesta fase do ano.
Sobre a jornada de campo desenvolvida nos bairros do Bom Pastor e Camussamba, arredores da cidade do Huambo, disse que serviu parta fazer o levantamento de cacimbas protegidas e desprotegidas e, por conseguinte, sensibilizar as famílias em matéria de prevenção contra os afogamentos, com objectivo de diminuir estes desastres na sociedade.
A província do Huambo tem uma extensão territorial de 35 mil e 771 quilómetros quadrados e uma população de dois milhões, 519 mil e 309 habitantes.

