Quarta-feira, 18 de Março, 2026

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Angola aumenta casos de violência contra crianças

Com o confinamento das crianças por força da covid-19, a violência doméstica a esta franja aumentou no país, tendo registado de Janeiro até à presente data dois mil e 353 casos, dos quais 57 foram abusos sexuais.

A informação foi avançada hoje, em Luanda, pela secretária de Estado da Família e Promoção da Mulher, Elsa Maria Barber, durante a abertura do seminário de activistas promotoras dos direitos dos petizes, uma iniciativa do Instituto Nacional da Criança (INAC).

Apesar de não avançar os números comparativos do período homólogo de 2019, a governante disse que ano passado houve menos casos, porque as crianças estavam ocupadas nas escolas, o que não acontece neste momento, por as aulas estarem suspensas.

Adiantou que em Angola, nos últimos tempos, aumentaram as denúncias de casos de violência contra a criança praticados por adultos, ocorrendo na sua maioria no seio familiar

Como exemplo, disse, só desde 16 de Junho do corrente ano, altura em que foi lançada a linha gratuita de recepção de denúncias SOS-Criança,  o INAC recepcionou 42 mil e 67 casos, dos quais 575 foram  de violência sexual, situações remetidas às autoridades dos municípios  onde os menores residem.

Sublinhou que o INAC  está a acompanhar  o caso de uma criança  de seis anos de idade que foi estuprada e se encontra internada no hospital pediátrico de Luanda, submetida a várias  cirurgias.

Sessenta mulheres pertencentes a  diversas  denominações religiosas participaram do seminário.

O certame, direccionada à Associação de Mulheres Intercessora de Angola, teve com o  objectivo munir as senhoras de capacidades para intervirem junto das comunidades, através do trabalho de sensibilização das famílias, para denunciarem situações que colocam em causa o bem-estar da criança.

As participantes abordaram temas como o papel da família na promoção  da criança, direitos  e prevenção  da violência contra os menores.

O director-geral do INAC, Paulo Kalesi, explicou que para o êxito da acção de sensibilização a instituição  conta com todas as forças vivas da sociedade, sobretudo as igrejas e  líderes comunitários activistas dos direitos da  criança.

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