Quinta-feira, 19 de Março, 2026

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João Lourenço em Kinshasa para a investidura de Tshisekedi

O Presidente  da República, João Lourenço, chegou a Kinshasa, na manhã deste sábado, para assistir à investidura de Félix Tshisekedi como Chefe de Estado da República Democrática do Congo (RDC).

Félix Tshisekedi foi reeleito para um segundo mandato de cinco anos, nas eleições presidenciais de 20 e 21 de Dezembro passado, com 73,34% dos votos, segundo dados da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI).

Dos resultados gerais, Tshisekedi foi secundado por Moïse Katumbi, ex-governador de Katanga (18,08% ), Martin Fayulu, líder da oposição (5,33%) e Adolphe Muzito (1,12%).

Os cerca de 20 outros candidatos, incluindo Denis Mukwege, vencedor do Prémio Nobel da Paz, não alcançaram o 1% dos votos. 

Felix Tshisekedi chegou ao poder em Janeiro de 2019 ao vencer as eleições de 30 de Dezembro de 2018, sucedendo a Joseph Kabila.

O pleito de 2018 é considerado histórico por ter sido a primeira vez na história do país, independente da Bélgica desde 1960, que ocorria a transição política pacífica, por meio de sufrágio direito e universal.

De acordo com autoridades protocolares da RDC, vários chefes de Estado e de governo ou seus representantes devem testemunhar a cerimónia.

Os Estados Unidos da América e a União Europeia devem enviar emissários. 

O estadista angolano, na qualidade de presidente CIRGL, tem prestado atenção especial as questões  relacionadas com a estabilidade política e militar com iniciativas para pacificação  da região leste e para a normalizar as relações com o vizinho Ruanda.

Conseguiu que os Presidentes congolês democrático e ruandês, Paul Kagame, resolvessem um contencioso fronteiriço entre Catuna e Gatuna. 

João Lourenço  mediou numa cimeira Tripartida entre Angola, a RDC e o Ruanda, a adopção de um acordo para a Pacificação da Região Leste da RDC, conhecido como Roteiro de Luanda. 

O Chefe de Estado angolano preside a Conferência Internacional  da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), que a RDC é membro. 

Os dois países são igualmente membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e Económica de Estados da África Central (CEEAC).

Com Angola, a RDC faz fronteira a sul e a oeste numa extensão de cerca de dois mil 500 quilómetros.

O país vizinho tem uma saída para o oceano Atlântico entre as províncias angolanas de Cabinda  e do Zaire, e então ligados também através do caminho-de-ferro de Benguela.

Angola e a RDC partilham a exploração de petróleo junto da foz do rio Zaire, e cooperam nos domínios de defesa e segurança, 

 A cooperação bilateral entre Angola e a RDC tem o seu quadro jurídico assente no acordo Geral de Cooperação Económica, Científico-Técnico e Cultural, assinado em 17 de Outubro de 1978, na sequência da visita oficial ao então Zaíre, em Kinshasa, do Presidente António Agostinho Neto.

Desde então, foram assinados diversos instrumentos jurídicos e acordos bilaterais que regulam as relações e cooperação entre os dois países em diferentes sectores, como transportes rodoviário, ferroviário, aéreo, marítimo e fluvial, ciência e tecnologia, comercial, entre outros.

Independente da Bélgica desde 30 de Julho de 1960, a RDC ocupa uma extensão de 2 344 858 quilómetros quadrados e tem uma população estimada em 94 milhões 660 mil habitantes, segundo dados do Banco Mundial, de 2022.

 O produto interno bruto (PIB) é calculado em 77,486 biliões de dólares e per capita de 843 USD.

Angop

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