Quinta-feira, 19 de Março, 2026

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PR encoraja uso das receitas petrolíferas para industrialização de África

O Presidente da República, João Lourenço, afirmou, nesta segunda-feira, em Luanda, que os países africanos devem acelerar a diversificação das suas economias e aproveitar, ao máximo, as receitas do petróleo para a industrialização do continente.

Ao discursar na abertura do 8° Congresso da Organização Africana dos Produtores de Petróleo (APPO), que decorre em Luanda até quinta-feira, o Chefe de Estado angolano referiu que os recursos enérgicos continuarão a desempenhar um papel de destaque nas economias.

Na ocasião, o Presidente da República referiu-se a um estudo que avança os desafios a enfrentar pelos Países Africanos Produtores de Petróleo.

Entre estes desafios está a probabilidade de mais de 125 biliões de barris de petróleo bruto e mais de 500 triliões de pés cúbicos de gás de reservas comprovadas ficarem, para sempre, inexploradas “caso não nos mantenhamos unidos e capazes de defender os nossos interesses enquanto continente”.  

Sublinhou o facto que durante várias décadas, os projectos da indústria petrolífera africana, nas suas três fases de desenvolvimento, serem financiados com recurso exclusivo ao capital estrangeiro, situação que, no entender do Presidente João Lourenço, se pode alterar, como resultado da mudança do paradigma global dos combustíveis fósseis para as energias renováveis.  

Destacou o facto de, historicamente, o petróleo e o gás africanos terem sido explorados e produzidos, fundamentalmente, para atender à procura externa dos países industrializados da Europa, América e Ásia.

Com base nessa perspectiva, o Titular do Poder Executivo alertou para o facto dos países africanos correrem o sério risco de ficarem sem mercado, num futuro próximo.  

O Chefe de Estado afirmou, entretanto, que a médio/longo prazo, os combustíveis fósseis estejam condenados a ser banidos definitivamente como uma das medidas para a protecção do ambiente e, consequentemente, do planeta.   

“Todos nós estamos obrigados a aderir à necessidade da transição energética para salvarmos o planeta terra, nossa casa comum”, expressou o Presidente angolano, tendo defendido que a transição energética seja um processo gradual e  responsável, que defenda o planeta sem que traga mais  fome e  miséria.

Para o Estadista, é fundamental que enquanto acontece o processo de transição energética, os países acelerem a diversificação das respectivas economias e aproveitar, ao máximo, as receitas do petróleo para a industrialização do continente. 

“Sabemos que não é fácil porque temos pouco tempo, mas não temos outra escolha senão nos mentalizarmos que, por ser necessário, tem de ser possível”, frisou o Chefe de Estado.

O 8º Congresso e Exposição de Petróleo Africano, CAPE VIII, decorre sob o tema “Transição Energética: Desafios e Oportunidades na Indústria Africana de Petróleo e Gás”.

O certame é uma organização conjunta da Organização Africana dos Produtores de Petróleo (OAPP) e do Governo de Angola.

Angop

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