Terça-feira, 19 de Maio, 2026

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BPC desmente alegada ligação de um administrador do banco a “Operação Caranguejo”

O Conselho de Administração do Banco de Poupança e Crédito (BPC) desmentiu, em nota,  uma alegada notícia, posta a circular nas redes sociais, indicando que um dos administradores Executivo da instituição havia sido impedido de sair do país, por supostas ligações à chamada “Operação Caranguejo”.

A instituição declara a informação “totalmente falsa e delirante” , e que a mesma “visa pôr em causa a imagem do BPC, assim como a idoneidade e reputação dos membros do seu Conselho de Administração”.

Por este motivo, repudiou, veementemente, o conteúdo desta e de outras informações similares que têm como objectivo obstruir, por todos os meios necessários, a implementação das medidas previstas no Plano de Recapitalização e Reestruturação em curso no banco.

No documento, o Conselho de Administração do BPC reafirmou o seu compromisso na defesa dos interesses dos seus acionistas e clientes, mantendo-se determinado na execução deste programa estratégico, vital para garantir a sustentabilidade do futuro da instituição.

Mais adiante, indica que, face à forma recorrente como têm sido publicadas informações falsas sobre o BPC, decidiu accionar os mecanismos adequados para identificação e responsabilização judicial dos autores das mesmas, reservando-se o direito de actuar de igual contra todos aqueles que atentarem contra o bom nome da instituição, dos membros dos órgãos sociais e dos seus colaboradores.

Caso Lussaty

De acordo com informações que circulam nas redes sociais, um dos administradores do BPC terá sido impedido de sair do país, após tentativa de fuga, na sequência das investigações das extensões do “caso Caranguejo”, que resultou na detenção de um oficial da Casa de Segurança do Presidente da República e a abertura de inquérito contra vários outros oficiais.

No Aeroporto 4 de Fevereiro, o referido administrador terá apresentado um documento da junta médica para tentar sair do país. Na sequência, o efectivo do SIC/SINSE ai destacado, detiveram-no por longas horas e foi liberto ao final da tarde, com proibição de se ausentar de Luanda. 

Refere ainda que o BPC foi o Banco usado com mais frequência para todas as operações que ocorreram com a CSPR.

No final do mês de Maio, no quadro de uma operação denominada “Caraguejo”, um major da Casa de Segurança do Presidente da República foi detido quando tentava sair do país com malas contendo USD 10 milhões e quatro milhões de euros.

No decorrer das investigações, terão igualmente sido apreendidos vários bens e comprovativos que atestam a transferência de mais de um bilião de dólares para o exterior do país, supostamente obtidos ilegalmente.

Angop

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