O Governo está a equacionar o fim das defesas de monografias nos cursos superiores de pedagogia, no quadro das novas medidas a serem adaptadas neste subsistema de ensino angolano a partir do ano lectivo 2021/2022, caso a proposta seja aprovada pela Comissão Nacional da Harmonização Curricular.
A informação foi avançada, nesta terça-feira, pelo coordenador da Comissão Nacional para a Educação e Formação, Nbiavanga Fernando.
Segundo o coordenador, que falava à imprensa no final do workshop sobre harmonização curricular no ensino superior, formando passarão a apresentar um relatório de estágio supervisionado que substituirá o trabalho de final de curso.
Pretende-se, de acordo com o responsável, uniformizar os cursos e trabalhos de finais de curso para todas as unidades universitárias.
“O que pretendemos é uniformizar o ensino da pedagogia quer nas universidades públicas quer nas privadas”, reforçou.
Nbiavanga Fernando avançou que a missão é reorganizar o perfil de saída para todos os estudantes universitários em qualquer universidade do país.
Já coordenadora de comissão de instalação da Universidade do Namíbe, Cármen dos Santos, disse que o processo é necessário porque vai trazer um fio condutor à formação em todas as instituições superiores do país.
“Essa uniformização vai trazer uma harmonia e uma base técnica que vai reforçar as competências e equiparar todos os cursos que tenham a mesma tipologia e a mesma área científica”, asseverou.
O Governo angolano, por meio do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, quer harmonizar até 70% os currículos das instituições do ensino superior, sobretudo cursos da mesma área do conhecimento, de forma a melhorar a mobilidade de alunos e professores pelo país.
O ensino superior possui oito universidades públicas, sete institutos superiores públicos e 57 instituições privadas do ensino superior, entre universidades e institutos superiores politécnicos, onde estão matriculados pelo menos 200 mil estudantes.

