O antigo presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, foi impedido de abandonar o país devido à suspeita de corrupção.
De acordo com a imprensa internacional, Koroma foi convocado para comparecer perante uma comissão anticorrupção na segunda-feira para responder sobre suposta atos de corrupção cometidos durante o tempo que esteve em frente dos destinos do país.
Koroma foi presidente da Serra Leoa por pouco mais de 10 anos, de 2007 a 2018.
As acusações surgem na sequência de uma investigação, segundo o qual foram identificados 111 funcionários, entre gestores de empresas públicas, empresários e banqueiros, que durante o mandato de Koroma enriqueceram-se ilicitamente.
As alegações estão relacionadas a irregularidades envolvendo contratos de mineração, construção e licitações.
Como consequência, o governo proibiu ex-presidente e vários outros funcionários de saírem do país.
Korma negou ter cometido qualquer irregularidade durante o seu mandato.
Num comunicado, Koroma chamou o relatório de “caça às bruxas” e disse que o governo era hostil a ele.
Koroma disse que as alegações de corrupção feitas contra ele são “sem mérito e são uma farsa de motivação política calculada para contestar a minha reputação arduamente conquistada”.
Acrescenta que serviu ao país “com diligência, justiça, honra e integridade”, dizendo que era conhecido por sua luta contra a corrupção.
A convocação da comissão faz parte de um esforço do atual presidente, Julius Maada Bio, para identificar quem está por trás do colapso económico do país.

