Três cidadãos nacionais foram detidos, na passada semana, pelo Serviço de Investigação Criminal, através da Direcção Central de Combate ao Tráfico Ilícito de Pedras, Metais Preciosos e Crimes Contra o Ambiente, no Parque Nacional da Quissama.
De acordo com uma nota do SIC a que a ANGOP teve acesso, nesta quinta-feira, os cidadãos em causa, com 27, 28 e 45 anos de idade, respectivamente, foram detidos por caça proibida e pelo abate ilegal de animais no Parque Nacional da Quissama.
No momento da detenção, conforme o documento, foram apreendidos 150 Kg de carne seca de várias espécies, entre os quais estes Gnus e javalis (espécies em via de extinção e protegida pela Convecção Internacional Sobre o Comércio Ilegal de Espécies da Fauna e da Flora em Vias de Extinção).
Em posse dos detidos, lê-se ainda na nota, foram ainda apreendidos um par de farda das FAA, uma catana e vários laços que serviam de armadilhas para a captura dos animais
Na sequência e depois de diligências feitas para a busca da verdade material, foram presentes ao Tribunal municipal de Icolo e Bengo para julgamento sumário, resultando na condenação dos arguidos no processo-crime N° 2630/2020, pela prática de crimes de agressão ao ambiente.
Aos arguidos foram aplicadas penas que vão dos 11 meses de prisão efectiva e quatro anos de pena suspensa, bem como ao pagamento de taxas de justiças que vão dos Akz 40.00 a 35 mil por 15 dias.
Pelos danos causados à fauna são obrigados ao pagamento de Akz 135 mil pelos três Javalis e Akz 400 mil pelos dois Gnus abatidos.
O SIC manifesta prontidão para continuar a promover o combate aos crimes contra o ambiente.

