Domingo, 22 de Março, 2026

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Movimentos de libertação quebraram vontade de Portugal em continuar a guerra — historiadores

Os autores da obra “Guerra Colonial”, que é hoje lançada, consideram que os movimentos de libertação fizeram Portugal perder a vontade de combater no terreno, criando um impasse que só foi ultrapassado com a independência das ex-colónias.

“As guerras ganham-se quando se quebra a vontade de resistir ao inimigo” e “os movimentos conseguiram quebrar a vontade de Portugal para resistir ao inimigo”, resumiu o coronel Aniceto Afonso, um dos autores da primeira história militar completa da guerra colonial, que é hoje reeditada, numa edição revista e aumentada.

A nova edição inclui um capítulo sobre quem venceu e perdeu o conflito. Para o coronel Carlos Matos Gomes, outro dos autores da obra, a partir do final dos anos 1960, “as forças portuguesas iam cada vez ter menos vontade de combater”, estavam a esgotar a capacidade de recrutamento, com a repetição sucessiva de comissões de serviço dos elementos do quadro, enquanto os movimentos de libertação tinham novos equipamentos militares, mais recursos humanos e uma mobilidade maior.

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