O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, informou nesta terça-feira, durante a habitual conferência de imprensa para atualização dos dados sobre a covid-19 no país, que o mês de agosto foi o mais letal e o mês em que o vírus da Sars Cov-2 mais se propagou no país.
Segundo o responsável, o mês de agosto foram registados 56 óbitos, mais 13 do que em julho, altura em que foram registados 43 óbitos. Agosto foi igualmente o mês em que foi registado o maior número casos de contaminação com o novo coronavírus, sendo 1506, um aumento de 552 casos em relação a Julho. E mais de metade das infeções registadas até julho.
No mesmo período, Angola conseguiu recuperar mais doentes, num total de 631, com uma média diária de acima de 30.
Franco Mufinda salientou que na última semana de Agosto, a média de infeção diária foi de 65 casos e de dois para óbitos.
Reiterou para a necessidade de os cidadãos estarem sempre atentos ao quadro clínico caracterizado com dor de cabeça, febres, dificuldade respiratória e perda do olfato, por denunciarem possível presença do Sars Cov-2, devendo procurar imediatamente uma unidade hospitalar.
Não obstante, 67 por cento dos doentes não apresentarem sintomas, Franco Mufinda informou que sete por cento dos pacientes queixam-se de dor de cabeça, cinco em cada 100 têm tosse, quatro por cento dificuldade respiratória, três em cada 100 têm febre e dois em cada 100 têm irritação na garganta.
“Não se pode desvalorizar esses sintomas e isso mostra o que vem aí em frente”, alertou o secretário de Estado para a Saúde Pública, num dia em que o país registou 75 novas infeções, um óbito e 13 pacientes recuperados.
Angola contabiliza, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, 2.729 infeções e 109 óbitos.

