O docente universitário Mpanzo Daniel, defendeu esta quinta-feira, a necessidade de as autoridades migratórias angolanas serem mais flexíveis na concessão de vistos para os estrangeiros interessados em visitar a cidade de Mbanza Kongo (Zaire) elevada a Património Mundial da Humanidade em 2017.
Em entrevista à ANGOP, à margem de um encontro que abordou, entre outros temas, “Divulgação do património material e imaterial, no âmbito local, nacional e internacional”, promovido pelo Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, o académico frisou que a desburocratização dos serviços ajudaria alavancar o centro histórico de Mbanza Kongo em termos de arrecadação de receitas.
Segundo disse, o Governo deve adoptar uma política diplomática sustentável antevendo o período pós pandemia para relançar o turismo cultural na antiga capital do reino do Kongo.
Reiterou que a facilitação na concessão de vistos de viagens e a atribuição de salvo-conduto a cidadãos dos países vizinhos que outrora integravam o antigo reino do Kongo despertaria mais interesse de pesquisadores científicos de se deslocarem a Mbanza Kongo para se inteirar da sua realidade histórica.
Sugeriu ao Comité de Gestão Participativa do Património Mundial a promoverem acções de capacitação e formação dos jovens em matérias relacionadas com a história do reino do Kongo para que estes sirvam de guias turísticos aos visitantes.
Por seu turno, o sociólogo e docente universitário, Zolana Avelino, advogou a contínua valorização dos bens materiais e imateriais por parte dos habitantes desta região do território nacional, para que as gerações vindouras se revejam neles.
Abordado pela Angop, no final deste evento, reprovou o comportamento de alguns citadinos que se deixam influenciar por culturas do ocidente em detrimento da sua realidade sócio-cultural.
“Embora estamos na era da globalização, não devemos imitar tudo que vemos e ouvimos. Cada país e cada região tem a sua cultura que identifica um determinado povo”, sublinhou.
O Centro Histórico de Mbanza Kongo ganhou o estatuto de Património Mundial, a 08 de Julho de 2017, fruto da inclusão na lista de bens e sítios culturais, protegidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

