Terça-feira, 29 de Setembro, 2026

O seu direito à informação, sem compromissos

Pesquisar

Moody’s melhora previsão de evolução da economia de Angola

A agência de notação financeira Moody’s melhorou a Perspetiva de Evolução da economia angolana para Positiva, devido à estabilidade desta economia africana, e decidiu manter o ‘rating’ em B3, abaixo da recomendação de investimento.

“A alteração da perspetiva para positiva reflete o historial emergente de maior estabilidade macroeconómica de Angola, tanto em períodos de preços do petróleo elevados como mais baixos; apesar de défices orçamentais mais elevados do que em 2023 e 2024, a melhoria da gestão macroeconómica está a contribuir para uma redução da dívida pública e dos custos com juros, que prevemos situarem-se em cerca de 46% do PIB e 23% das receitas, respetivamente, até ao final de 2026”, escrevem os analistas.

Na nota que acompanha a decisão de manter o ‘rating’ em B3, a Moody’s aponta ainda que se o país conseguir manter “melhorias contínuas na eficácia das políticas monetária e cambial e do apoio à atividade económica não petrolífera”, vai conseguir reduzir o risco de uma nova deterioração dos indicadores da dívida pública e reforçará o seu perfil de crédito soberano.

Para a Moody’s, a manutenção do ‘rating’ abaixo da recomendação de investimento, ou ‘junk’, como é normalmente conhecido, “reflete a sua contínua dependência económica e orçamental do setor petrolífero, que continua a ser uma fonte de vulnerabilidade, apesar das melhorias na gestão macroeconómica”.

A exposição do país à volatilidade dos preços do petróleo é agravada pelas limitadas reservas orçamentais e pela vulnerabilidade às flutuações cambiais, uma vez que 80% da dívida do país é em moeda estrangeira.

O problema, apontam, nem é tanto o montante, mas sim os elevados custos com os juros da dívida, que “limitam a flexibilidade orçamental”.

Na nota, a Moody’s salienta vários indicadores macroeconómicos com uma evolução positiva, como a descida da inflação para 8,8% em agosto, que compara com os 19% registados um ano antes, e o crescimento global do PIB, que acelerou para 8,7% no segundo trimestre, em termos homólogos.

“Em conjunto, estes desenvolvimentos apontam para uma economia mais resiliente e uma menor vulnerabilidade a choques externos”, concluem.

×
×

Cart