Quinta-feira, 20 de Agosto, 2026

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Ataque israelita a esquadra de polícia mata sete pessoas em Gaza

Um ataque israelita contra uma esquadra de polícia na Cidade de Gaza provocou hoje pelo menos sete mortos e dezenas de feridos, segundo as autoridades locais citadas pela agência France-Presse (AFP).

O hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza, indicou ter recebido sete corpos e pelo menos 22 feridos após o ataque.

A Defesa Civil de Gaza, controlada pelo grupo islamita Hamas, confirmou este balanço.

Na quinta-feira passada, outro ataque israelita matou duas pessoas na Faixa de Gaza, incluindo o chefe da polícia da Cidade de Gaza, a principal cidade do enclave palestiniano, segundo as autoridades locais, apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025.

O ataque de hoje acontece um dia depois de outro bombardeamento israelita que visou um café e que provocou sete mortos, incluindo uma criança, e cerca de 15 feridos.

O bombardeamento atingiu o movimentado café “Em Bons e Maus Momentos”, localizado no porto da Cidade de Gaza.

Ainda na terça-feira, Israel anunciou a morte em Khan Yunis, no sul do território, de um elemento da Jihad Islâmica que participou nos ataques de 07 de outubro de 2023, conduzidos pelo Hamas no sul do território israelita, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.

O ataque, realizado no domingo segundo Telavive, matou Tareq Anwar Khamis Ra’i, identificado pelo exército como comandante de companhia na unidade de abastecimento da Jihad Islâmica.

Estas últimas operações israelitas no enclave ocorrem dois dias após o chefe do Governo, Benjamin Netanyahu, ter recebido o enviado da Casa Branca (presidência norte-americana) Jared Kushner e representantes do Conselho da Paz para a Faixa de Gaza, para discutir a segunda fase do cessar-fogo.

Na reunião, Netanyahu manifestou o seu ceticismo em relação ao plano de Washington, segundo o portal noticioso norte-americano Axios, enquanto Kushner sugeriu que os Estados Unidos compreenderiam se atacasse o território vizinho em caso de “ameaças iminentes”, apesar da trégua.

Após o encontro, o primeiro-ministro israelita anunciou um acordo com o Conselho da Paz para a criação de um grupo de trabalho de supervisão do desarmamento do Hamas, embora não tenha fornecido detalhes sobre o seu enquadramento ou composição.

Netanyahu recusou no passado dia 09 de agosto o plano apresentado pelo Conselho da Paz, que contava com o apoio de Donald Trump e previa o desarmamento do Hamas e a retirada do exército israelita, que ocupa atualmente mais de 60% do enclave palestiniano.

As duas partes acusam-se mutuamente de violação do cessar-fogo no território e continuam sem acordo para a segunda fase do entendimento, que propõe igualmente a criação de um órgão tecnocrático palestiniano, a par do destacamento de uma força internacional de estabilização.

A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

Desde a trégua em vigor, mais de 1.200 pessoas morreram em ataques israelitas, de acordo com as autoridades da Faixa de Gaza.

Lusa

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