O político moçambicano Venâncio Mondlane foi eleito hoje presidente da Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), por unanimidade dos presentes, durante a primeira Convenção Nacional do partido, realizada em Nampula, norte do país.

“A votação ocorreu durante a manhã de hoje e o presidente Venâncio Mondlane ganhou com cerca de 94,04% dos votos”, disse hoje à Lusa Abdul Nariz, assessor de imprensa da formação política.
Mondlane era o único candidato à presidência do Anamola, partido por si fundado em agosto e a que presidia interinamente, e foi eleito numa convenção iniciada no sábado e que termina hoje, com cerca de 400 delegados e dezenas de convidados nacionais e estrangeiros.
“Todos os delegados presentes com direito a voto, votaram a favor”, assinalou Abdul Nariz.
A votação decorreu após três dias de encontros, iniciados com um programa aberto ao público, incluindo uma marcha, seguindo-se sessões de trabalho progressivamente mais restritas, até ao encerramento à porta fechada, hoje.
Segundo Nariz, a Convenção Nacional, considerada o mais alto órgão deliberativo da organização, teve também como objetivo definir orientações estratégicas e consolidar a estrutura interna do partido, incluindo a eleição de órgãos como o Conselho Nacional e a Comissão Executiva.
O encontro ficou igualmente marcado por momentos de tensão à chegada de Venâncio Mondlane a Nampula, na quinta-feira, com relatos de pelo menos quatro feridos, segundo a plataforma não-governamental moçambicana Decide, após a intervenção policial com gás lacrimogéneo para dispersar apoiantes do político.
A eleição de Mondlane surge num contexto de afirmação do Anamola no panorama político moçambicano, numa altura em que o país se prepara para eleições autárquicas em 2028 e gerais em 2029, cenário em que o líder já admitiu voltar a candidatar-se à Presidência da República, dependendo da decisão do partido.
A Convenção Nacional deverá encerrar com uma conferência de imprensa para apresentação oficial das decisões, incluindo a nova liderança e as principais resoluções aprovadas.
Lusa

